domingo, 10 de junho de 2012

SEU PROJETO DE FRANQUIA É RENTÁVEL - PARTE 2



SEU PROJETO DE FRANQUIA É RENTÁVEL ? - PARTE 2

Ainda utilizando os dados do projeto de franquia, acrescentamos um outro conceito de análise de viabilidade econômico-financeira conhecido como VPL (Valor Presente Líquido) e que confere à análise que já realizamos com a TIR (Taxa Interna de Retorno), um melhor nível de avaliação.

O VPL é uma função utilizada na análise da viabilidade de um projeto de investimento. Ele é definido como o somatório dos valores presentes dos fluxos estimados de uma aplicação, calculados a partir de uma taxa dada e de seu período de duração.

Os fluxos estimados podem ser positivos ou negativos, de acordo com as entradas ou saídas de caixa. A taxa fornecida à função representa o rendimento esperado do projeto.

Caso o VPL encontrado no cálculo seja negativo, o retorno do projeto será menor que o investimento inicial, o que sugere que ele seja reprovado. Caso ele seja positivo, o valor obtido no projeto pagará o investimento inicial, o que o torna viável.

Sintaxe da função VPL
=VPL(taxa, valores)

Onde:
Taxa é a taxa de desconto estimada sobre o intervalo de um período;
Valores é um intervalo ou até 29 células que representam os entradas (valores positivos) e saídas (valores negativos) de caixa a partir do primeiro período.

A função VPL do Excel apenas traz para o presente os fluxos de caixa a partir do primeiro período; para calcular o valor presente líquido, você deverá subtrair o investimento inicial do valor obtido através da função VPL.

Conforme vimos no exemplo da parte 1, deseja-se comprar uma franquia, com um investimento inicial de R$ 103.000,00. Segundo o franqueador, este investimento gerará receitas líquidas anuais estimadas em R$ 30.000,00, R$ 35.000,00, R$ 32.000,00, R$ 28.000,00 e R$ 37.000,00.

Utilizando agora o método VPL, devemos avaliar se a compra da franquia é um projeto de investimento viável. Isto é feito através do cálculo do valor presente líquido: os fluxos de caixa são trazidos para o valor presente a partir de uma taxa de desconto; se eles pagam o investimento inicial, o projeto cria valor para o investidor.

Calcularemos o VPL deste investimento utilizando duas taxas de desconto, que representam diferentes cenários: 15% e 18%. Observe a planilha abaixo:
Configuração inicial da planilha.


Para calcular os VPLs a partir destas taxas, siga os passos a seguir:
  • Selecione a célula onde o resultado será guardado (no exemplo, K10);
  • Na célula desejada, use a função VPL para trazer os fluxos de caixa ao valor presente a partir da taxa de desconto dada, ou seja, aplique a fórmula VPL(G14; G7:G11);
  • Complete a fórmula subtraindo o investimento inicial (no exemplo, G3). Devemos ter a fórmula abaixo:
Cálculo do valor presente líquido.
Repita os passos acima para obter os resultados nos dois cenários:
VPL obtido a partir dos investimentos e da taxa de desconto.

Exemplo
Não se esqueça: a função VPL do Excel só traz para o presente os fluxos de caixa a partir do primeiro fluxo de caixa futuro do projeto. Para obter o valor presente líquido, você deve subtrair o investimento inicial do valor obtido com a função VPL.

De acordo com o resultado acima, o investimento é viável se considerarmos uma taxa de desconto de 15%, pois é positivo: R$ 4.997,13. Já para a taxa de desconto de 18%, temos um VPL negativo, de (R$ 2.348,50). Isto sugere que o projeto de investimento deve ser rejeitado por não cobrir o investimento inicial.
Pratique!

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sexta-feira, 8 de junho de 2012

SEU PROJETO DE FRANQUIA É RENTÁVEL?


Imagine que você pretende comprar uma franquia, cujo investimento inicial é de R$ 103.000,00. Segundo o franqueador, este investimento deve gerar receitas líquidas anuais estimadas em R$ 30.000,00, R$ 35.000,00, R$ 32.000,00, R$ 28.000,00 e R$ 37.000,00. 

OK, de posse dessa informação, você precisa saber se este investimento (sua loja funcionando e gerando estas receitas liquidas anuais) será um bom negócio, considerando outras alternativas existentes no mercado.

Para isso, você pode usar o método chamado de TIR (Taxa Interna de Retorno) que é definida como a taxa de desconto de um investimento que torna seu valor presente líquido nulo, ou seja, que faz com que o projeto pague o investimento inicial quando considerado o valor do dinheiro no tempo.

A função TIR do Excel calcula a Taxa Interna de Retorno de um investimento baseada no investimento inicial e em uma seqüência de fluxos de caixa positivos obtidos em intervalos regulares.
No excel, a sintaxe da função TIR é:

=TIR(valores; estimativa)
Valores é o intervalo que contém os fluxos de caixa. O primeiro valor do intervalo e os fluxos de caixa seguintes devem ter sinais distintos: por exemplo, no caso de um investimento, o valor inicial é negativo e as receitas subseqüentes são valores positivos;
Estimativa é um parâmetro opcional. O Excel utiliza um método iterativo para o cálculo da TIR: este método depende de um valor inicial arbitrário. Forneça este parâmetro para que o Excel o utilize como chute inicial.
Então, como se faz isso, ou seja, como identificar se seu investimento é rentável?

Observe a planilha abaixo:
Dados do problema.
Qual é a TIR deste projeto? Em outras palavras, qual é a taxa que traz todos os fluxos de caixa ao valor presente de forma que a soma destes valores seja zero?

Os fluxos de caixa estão no intervalo G5:G10. Calcularemos a TIR deste projeto na célula G11.

Use a fórmula =TIR(G5:G10). Caso deseje, você pode fornecer um chute inicial para que o Excel realize o cálculo da TIR, mas ele não é necessário:
Aplicação da função TIR.
Veja o resultado:
Resultado do cálculo da TIR.
A TIR de 17% é a taxa de desconto que torna o VPL deste investimento nulo. Ela também pode ser interpretada como o retorno esperado deste investimento.

Em geral, a TIR não é uma medida adequada para a decisão de aceitar ou rejeitar um projeto se nele há reinvestimento ao longo de seu ciclo de vida, uma vez que a taxa de reinvestimento geralmente não é igual à taxa de financiamento. Você pode usar a Taxa Interna de Retorno Modificada (MTIR) para assumir reinvestimento de caixa a uma taxa qualquer.

Pratique!

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segunda-feira, 4 de junho de 2012

PRÁTICAS MODERNAS DE GESTÃO DE FRANQUIAS


PRÁTICAS MODERNAS DE GESTÃO DE FRANQUIAS

O mercado de franquias cresce a taxas muito maiores do que as do PIB há diversos anos, seja em faturamento, em número de unidades ou em número de redes franqueadoras. A taxa de sucesso das operações franqueadas (muito maiores do que as operações não franquia), a consolidação das marcas e o excelente trabalho da Associação Brasileira de Franchising (ABF) tem contribuído para esse cenário.

Ter uma empresa franqueadora pode ser na prática, mais complexo do que parece numa primeira impressão. Franquear um negócio vai muito além de ceder marca, produto e projeto arquitetônico. Trata-se de ceder um know how de gestão, gerir uma marca e desenvolver de forma continuada o modelo de negócio do franqueador. Diversas práticas, algumas recentes, outras mais conhecidas, fazem hoje parte das redes de franquia de sucesso. Vamos a algumas delas:

Estratégia Multicanal – é normal empresas que atuam no sistema de franquias atuarem também em outros canais de distribuição como multimarcas, venda direta, vendas corporativas e venda web. Notamos que nos casos bem sucedidos as empresas possuem uma "Política de canais" clara e não promovem uma "guerra de canais" , fazendo uso de alternativas como segmentação de portfólio, política nacional de preços e preservação de área, para minimizar o atrito e ganhar mercado da concorrência e não da própria empresa.

Consultoria de Campo - o supervisor de franquias ou consultor de campo é o principal elo entre a franqueadora, as unidades franqueadas e o mercado e investir pesadamente em seleção, capacitação e retenção desse quadro se mostrar altamente eficaz. As redes de sucesso possuem consultores com capacidade de diagnóstico e gestão e não meros auditores de padrões.

Conselho de franqueados – os franqueados possuem muito a contribuir com a rede. Vale como exemplo o fato de que o Big Mac foi criado por um franqueado. Ouvir de forma sistemática membros escolhidos pela franqueadora e pelos franqueados em forma de conselho traz diversos benefícios, como maior proximidade com a rede, sensação de "voz escutada" dos franqueados e compartilhamento de responsabilidade em decisões chave para a rede.

Universidade Corporativa – vivemos a era da informação e não é diferente no franchising. Num mercado em que produtos mudam rapidamente, que consumidores chegam já informados e que empreendedores precisam estar sempre atualizados, possuir um processo de aprendizado constante nas redes de negócios é atitude vital para quem quer crescer.

Central de Compras – hoje existem redes de franquias que representam sozinhas um excelente potencial de compra. Fazer uso dessa sinergia para negociações e compras centralizadas de todos os tipos, gera significativas economias de escopo e de escala, melhorando margens e aumentando a padronização.

Marketing Local – as franqueadoras precisam pensar globalmente e agir localmente através de seus franqueados e consultores de campo. Controlar, orientar e acompanhar a utilização de verbas locais de marketing pode aumentar a percepção da marca e a atratividade das operações. Existem redes hoje que recolhem compulsoriamente os valores previstos no plano de negócios - referente à atuação do marketing local e acompanham a utilização desses valores em ações propostas pelo franqueado e consultor de campo.

Expansão profissional – toda rede deve saber o quanto quer crescer, onde crescer e de qual forma fará isso. É normal redes oportunistas crescerem de forma desordenada, dando vazão à vontade de empreendedores que querem investir no negócio, mesmo que em locais não previamente mapeados. Essa prática, em geral, é danosa para a rede no médio prazo. Existem mapeamentos do mercado consumidor que possibilitam delinear um plano de expansão com bastante assertividade, garantindo que a rede cresça de forma ordenada e sustentável.

Programa de Avaliação de franqueados – alinhar a ação do franqueado com a estratégia da franqueadora é um desafio e neste caso, elaborar um programa de avaliação e classificação de franqueados, que possa recompensar (até financeiramente) os que apresentam melhor performance traz enormes benefício. Cultura de meritocracia, maior clareza dos objetivos e maior acompanhamento das ações fazem com que tanto franqueadora quanto franqueados colham excelentes frutos.

Central de atendimento aos franqueados – tirar do consultor de campo o atendimento aos inúmeros chamados operacionais, que podem ser direcionados para uma central digital de atendimento (que registre, direcione e controle essas pendências) fará com que essa figura chave esteja voltada para a gestão e melhoria de performance das suas unidades, podendo cuidar de forma mais produtivas de mais franquias e focado na sua atividade principal.

Planejamento de suprimento – diversas redes deixam a critério total do franqueado o suprimento das suas unidades. Outras, preocupam-se apenas com a receita da franqueadora e vendem mais do que os franqueados suportam. O planejamento profissional e conjunto de suprimento, com base em análise de dados, projeções de mercado e apostas conjuntas é um instrumento extremamente eficiente, garantindo que haverá produtos disponíveis para os consumidores e que as remarcações por sobra não serão representativas.

Sistema de Gestão Integrada de Franquias – há no mercado solução que concentre todas as principais atividades de gestão da franqueadora, possibilitando nivelamento das informações e foco na ação de melhoria e não na captação dos dados, fazendo check lists de forma automatizada, disponibilizando painéis de performance e avaliando os estoques e vendas das unidades. Investir em tecnologia para a gestão da rede aumentará a capacidade de crescimento e a eficiência do trabalho da franqueadora.

Assim como o volume de franqueadoras e negócios no sistema de franchising, a gestão das redes vem evoluindo rapidamente nos últimos anos, havendo uma direta relação entre crescimento saudável e utilização das práticas acima citadas.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

ANÁLISE DE RECEITAS E DESPESAS



ANÁLISE DE RECEITAS E DESPESAS


Descrição

Como confrontar e analisar Receitas e Despesas e tomar decisões no dia-a-dia da empresa?
Como congelar os títulos da horizontal (datas) e da vertical (títulos das contas) e navegar livremente pela planilha?
O que fazer pra destacar percentualmente as principais Receitas e Despesas da empresa?
Como destacar o título de Receitas e Despesa na vertical?
O que fazer pra apresentar o dia da semana mais propício a realizar despesas com base no acúmulo das receitas?
Como estimar Receitas Financeiras e Despesas Financeiras mais próximas da realidade, antecipando-se às informações reais dos bancos?
Vejamos que conclusões podemos tirar desse relatório.

Pré-requisitos

Download

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quinta-feira, 24 de maio de 2012

CIRCULAR DE OFERTA DE FRANQUIA



CIRCULAR DE OFERTA DE FRANQUIA - O QUE DEVE SER ANALISADO

Luciana Marques de Paula

A Circular de Oferta de Franquia, também conhecida por COF, é o documento usado pelo franqueador para fornecer as informações comerciais, financeiras e jurídicas da sua franquia para investidores interessados em adquirir e operar uma franquia de sua rede. Este documento é formal e deve ser entregue pelo menos dez dias antes da assinatura do pré-contrato de franquia, caso o candidato realmente decida investir na franquia em questão. 

A Circular de Oferta de Franquia estabelece as regras do jogo. O artigo 3º da Lei 8955/94 traz claramente os requisitos legais que deverão conter na Circular de Oferta de Franquia. Estes requisitos deverão ser observados com critério para não ensejar nenhum motivo de rescisão de contrato, pois se trata de uma exigência legal com disposição de penalidades para o seu descumprimento.

Com o advento da Lei 10406 - 10/1/02, houve um certo rigor nas relações comerciais, no que diz respeito à boa fé e as leis que regem o mercado (art. 113 NCC). O franqueador não deve prometer o que não pode fornecer, não deve omitir e nem falsificar dados, não pode ampliar informações e não deve criar expectativas irreais aos candidatos à compra da franquia. Caso contrário, o franqueador corre o risco de ser responsabilizado pelo franqueado lesado - se ficar comprovado que as informações constantes da Circular de Oferta de Franquia não eram verdadeiras, a indenização deve ser paga. 

A falta de entrega da Circular de Oferta de Franquia pelo franqueador ao franqueado pode gerar conseqüências graves, tais como: anulação do contrato de franquia, devolução de todas e quaisquer quantias, devidamente corrigidas que por ventura tenham sido pagas ao franqueador ou representante por ele indicado, além das perdas e danos. É importante notar que nenhum valor deve ser pago ao franqueador antes do recebimento da Circular de Oferta de Franquia. Caso isso esteja sendo exigido pelo franqueador, tenha certeza que o mesmo já está começando uma relação sem seguir as regras estipuladas pela lei de franchising.

A proposta de alteração da lei 8955/94 dispõe que a Circular de Oferta de Franquia será escrita em língua portuguesa, trazendo esta grande novidade em razão do grande número de franqueadores estrangeiros interessados em expandir seu negócio aqui no País. Portanto, é de grande valia que além da linguagem simples e acessível, que seja também, escrita em português.

Ao analisar a Circular de Oferta de Franquia, deve-se considerar o atendimento aos requisitos legais e as praxes do mercado, tendo sempre em mente a posição do franqueador, quanto à:

- Solidez de sua empresa, com referência aos balanços contábeis (o último balanço da rede deve ser anexado à Circular de Oferta de Franquia), quadro societário e pendências jurídicas;

- Descrição do negócio franqueado, com referência à exclusividade de território, concorrência após o término do contrato, características do 'Franqueado Ideal', o valor do investimento e o prazo de retorno, relação dos franqueados ativos e desligados da rede e canais de comunicação da rede com seus franqueados;

- Condições contratuais para a sucessão pós morten (caso de morte entre os quotistas) e empresária, aplicação do direito de preferência, a possibilidade de possuir mais de uma unidade;

- Serviços a serem prestados, como o suporte oferecido durante a vigência do contrato, e a especificação das taxas necessárias para seu ingresso e remunerações periódicas - Royalties e Fundo de Propaganda;

- Histórico resumido da franquia e o registro da marca no INPI - Instituto Nacional de Propriedade Industrial. 

Cabe ressaltar ainda que esse leque de informações foi ampliado nas propostas de alteração da Lei 8955/94 que será encaminhada ao Congresso Nacional. Entre outras alterações, a Nova Circular deverá explicitar as regras de transferência ou sucessão; locação e sublocação; condições de renovação e indicação do prazo contratual; cota mínima de produtos, política de preços ao consumidor, existência de conselho ou associação de franqueados com detalhamento de competência para gestão e fiscalização da aplicação dos recursos de fundos existentes. 

O franqueador também deverá ter o cuidado de analisar rigorosamente o perfil do candidato, evitando surpresas desagradáveis. É recomendável que essa análise inclua, além da capacidade financeira, os aspectos psicológicos do candidato. Afinal, ele deve ser uma pessoa emocionalmente segura e comprometida com a continuação do seu negócio. 

De qualquer forma, para o ingresso ao Sistema de Franchising, é necessário que o interessado e o Franqueador analisem não somente o que está escrito na Circular de Oferta de Franquia, mas também tenham o cuidado de buscar conhecimentos técnicos e empíricos, de preferência sem abrir mão da assessoria de um profissional especializado na área.