sexta-feira, 22 de junho de 2012

MATEMÁTICA FINANCEIRA FÁCIL NO EXCEL


MATEMÁTICA FINANCEIRA FÁCIL NO EXCEL

Nessa postagem, apresentaremos para vocês as principais funções de matemática financeira do excel, de forma simples e didática, em razão de sua grande importância no dia a dia das pessoas e das empresas em assuntos relacionados a financiamentos e aplicações.

As funções relacionadas à matemática financeira envolvem a análise do valor do dinheiro no tempo para questões de financiamentos e aplicações. A maior parte dessas funções pode utilizar os argumentos abaixo relacionados.

Clique nos links abaixo para conhecer em detalhe cada uma das principais funções da matemática financeira. Os nomes listados abaixo são os das funções no Excel:
É o custo do dinheiro no tempo (taxa de juros) por um período determinado, podendo ser diário (a.d.), mensal (a.m.), trimestral (a.t.), semestral (a.s.), anual (a.a.) etc.
Número de períodos ou parcelas existentes.
É o valor desembolsado a cada período, seja como pagamento ou recebimento para cada valor de uma parcela parcela fixa. Não se esqueça de que valores desembolsados devem ser negativos, de forma que, ao utilizar este argumento em uma função, você deverá conferir este argumento e alterar seu sinal se for o caso.
Importante: só é necessário informar este campo quando não tenho o Valor Futuro e vice-versa.
Valor futuro é o valor obtido ao final de um período por uma aplicação ou financiamento. Por exemplo, para se obter $1.000,00 (VF) dentro de 12 meses (NPER), quanto deverei aplicar hoje a uma taxa de juros (TAXA) de 1% ao mês? O resultado final será chamado de valor futuro.
Importante: insira nesse campo o sinal negativo antes da referência a uma célula ou número para que o resultado do VP seja positivo, seguindo o raciocínio do fluxo de caixa. O mesmo se aplica ao PGTO.
Valor presente é o valor do dinheiro trazido à data atual, ou seja, isolado dos juros.
  • TIPO
Este é um parâmetro adicional fornecido a algumas das funções financeiras: ele pode assumir o valor 0 para indicar pagamento antecipado (no início do período) e 1 para pagamento postecipado (no final do período). Por exemplo: se na compra de uma televisão a primeira prestação for paga após o primeiro mês, o tipo será 0; se ela for paga no ato da compra, o tipo será 1.

terça-feira, 19 de junho de 2012

GESTÃO DE CONFLITOS EM FRANCHISING



O conflito ocorre quando há disputa de interesses antagônicos em face de uma determinada situação. Já a escalada ocorre quando a emoção excede, desestabilizando a reação e a relação, em razão do interesse e da necessidade não reveladas. A gestão do conflito no sistema de franchising pode ocorrer de forma coletiva ou individual, adversarial e não - adversarial.

O conflito pode envolver toda a rede, neste caso é interessante reunir o conselho, ou associação ou comitê de fraqueados ou, se não houver, nomeia-se um represente de cada parte conflitante e, através de um terceiro imparcial na relação, conduzir as etapas para a solução mais adequada. O mesmo pode ocorrer com o conflito individual.

A forma mais usual é a adversarial, onde o conflito é resolvido, através de requerimento ao Judiciário. Esse modelo, entretanto, vem perdendo espaço em razão dos custos e da lentidão para a solução dos conflitos. Por outro lado, os meios não adversariais vem ganhando espaço como a ferramenta imprescindível de sucesso na gestão de conflito, sendo os mais conhecidos a negociação, a conciliação, a mediação e a arbitragem.

A NEGOCIAÇÃO visa definir as posições e direcionar os interesses comuns das partes para atingir a satisfação de ambas, através de técnicas como separar as pessoas do problema; colocar-se na posição do outro, criar opções,... Esse procedimento é conduzido pelas próprias partes envolvidas ou um terceiro com o objetivo de limpar a comunicação e buscar o resultado 'ganha - ganha', sem a característica do perdedor ou vencedor.

Na CONCILIAÇÃO, as partes apresentam uma situação de concorrência e disputa de poder. Geralmente não mantêm uma inter-relação. O conciliador busca a convergência nos pontos compatíveis, resgatando os pontos em comum, atenuando os pontos fracos e divergentes e assim, flexibilizar as posições das partes. Os aspectos negativos serão utilizados para mostrar a desvantagem da continuidade do conflito. O papel do conciliador consiste em facilitar a comunicação e ajudar a encontrar as possibilidades para a solução do conflito, afim de que as partes cedam e cheguem a um acordo. Na conciliação, o conciliador trabalha os conflitos objetivos, isto é, acaba o problema sem resolver necessariamente o conflito.

A MEDIAÇÃO é uma técnica de solução de conflito, na qual um terceiro, neutro e imparcial, conduz as partes a restabelecerem o diálogo, por meio da escuta, do respeito e do reconhecimento, em caráter sigiloso. O principal objetivo da mediação é o restabelecimento do diálogo das partes, buscando os reais interesses e as necessidades intrínsecas levando-as a encontrarem a solução ou não para o fim do conflito. 

Quando as partes não puderem ou não quiserem por fim ao conflito por elas próprias, delegam a um terceiro a decisão sobre a controvérsia. Neste caso, a arbitragem se apresenta como meio eficaz, rápido e econômico. 

O conceito de arbitragem segundo Juan Luis Colaiácavo: 'A arbitragem privada é um processo consensual, no qual uma terceira parte neutra, o árbitro, ouve os argumentos das outras duas sobre o litígio, considera as evidências e emite uma decisão final. A decisão tem valor de coisa julgada, é de cumprimento obrigatório e não é passível de revisão, salvo se tiver sido cometido erro grosseiro, na condução dom processo de arbitragem'.

A arbitragem institucional é administrada por uma Instituição com todo o regulamento pré-definido, inclusive a relação de árbitros. A arbitragem ad hoc é praticada por árbitro particular que goza da confiança de ambas as partes, livremente escolhido e que disciplina todo o procedimento para solução da questão.

A arbitragem difere do Judiciário, por ser célere, sigilosa e menos dispendiosa em razão da divisão equânime das despesas do procedimento. É regulamentada pela Lei nº 9.307/96.

O uso da arbitragem valoriza elementos não-materiais do conflito, havendo assim a possibilidade das partes retomarem o relacionamento após a solução do litígio, pois resolvem as diferenças em conjunto.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

INDICADORES DE DESEMPENHO - ALGUMAS DICAS

Para conseguir transformar-se no efetivo gestor de sua empresa, será preciso definir seus principais processos e desenhá-los, ou redesenhá-los, sob a forma de fluxo, descartando todas as atividades supérfluas, ou efetivamente desnecessárias, levando sempre em conta que a satisfação dos clientes é o foco a ser atingido. O cliente é o foco e tudo que não gere resultados é despesa e por isso deve ser eliminado do processo.

É muito importante, para cada atividade, que a matriz 'quem, quando, onde e como' esteja totalmente respondida e, por conseguinte, as responsabilidades se tornem muito claras para todos: executores e gestores.

Desenhados os processos, é preciso verificar quais são os pontos principais destes processos que merecem ser constantemente verificados e acompanhados. Muito bem: acabamos de definir os indicadores de desempenho de cada processo. Simples e objetivo.

Indicadores de desempenho são números, resultados de dois ou mais fatores, que nos mostram de forma inequívoca como andam as coisas na empresa. Como exemplo, um indicador da eficácia de vendas pode ser a resultante do número de propostas versus os pedidos realmente fechados. Ou a relação entre o número de funcionários da loja contra as vendas mensais. E que tal comparar o resultado de diferentes lojas, confrontando sua metragem quadrada pelas vendas, ou ainda, em uma indústria, a relação de compras do mês sobre o faturamento?

Pode parecer que todos usam estes indicadores, mas no 'mundo real' a maioria das empresas trabalha só por fluxo de caixa: se tem verba compra estoque, e assim por diante, sem se dar conta de que é necessário analisar informações de forma sistêmica, para saber como e onde existem possibilidades de melhorar os resultados. Se trabalharmos somente 'de olho no fluxo', estaremos agindo a partir de fatos ocorridos, sem tomar nenhuma ação de correção de rumo, ou seja, ficaremos a vida toda agindo reativamente, sem ter o comando da situação. O outro lado da moeda nos mostra um gestor analisando gráficos de resultados históricos, podendo observar para onde caminha a empresa e com todas as condições de atuar nos pontos nevrálgicos.

Com indicadores bem pensados, responsabilidades claras e acompanhamentos sistêmicos, é possível gerenciar desde pessoas e seu desempenho até os resultados financeiros e a eficácia das estratégias e processos da empresa.

sábado, 16 de junho de 2012

A IMPORTÂNCIA DO FLUXO DE CAIXA PARA SUA FRANQUIA

Uma franquia é, antes de qualquer coisa, uma empresa, e como tal precisa ser gerenciada  em seus aspectos mais importantes: Operacional, Comercial e Financeiro. 

É freqüente encontrar franqueados que são craques no gerenciamento da operação ou outros que são vendedores natos. Da mesma forma, também é freqüente encontrar franquias mal gerenciadas sob o aspecto financeiro. Mas uma coisa é fato para a administração de franquias: todos os franqueados precisam gerenciar de maneira adequada e simultânea as três áreas - operacional, comercial e financeira. Infelizmente, entre as três áreas, a menos prestigiada é a financeira. 

Para gerenciar as finanças de uma franquia, algumas ferramentas básicas são utilizadas: demonstrativos de resultados, balanço patrimonial e fluxo de caixa:

  • Demonstrativos de Resultados: são assim chamados porque demonstram se a empresa ganhou ou perdeu dinheiro em um determinado período, como isso aconteceu e quanto isso representou. É o conhecido tal do 'lucros e perdas" e retrata uma situação passada;
  • Balanço Patrimonial: é uma fotografia da empresa em determinado dia sob a ótica das contas chamadas patrimoniais. Balanços e demonstrativos dizem respeito ao passado.
  • Fluxo de Caixa: é uma ferramenta de gerenciamento financeiro por excelência e possui  uma função muito importante - fotografar o presente e projetar o futuro financeiro da empresa. Entenda isso como saber exatamente o que deve ser pago, o que deve ser recebido e quanto vai sobrar ou faltar no caixa. Essa ferramenta é fundamental para programar pagamentos e recebimentos. Sem essa visibilidade a empresa fica diariamente em uma das duas situações abaixo: 
  1. O dinheiro fica parado na conta quando poderia ser aplicado, render ou ser investido na franquia;
  2. A conta fica devedora e, assim, a empresa paga juros aos bancos e o franqueado fica correndo atrás de recursos para pagar as contas a vencer ou vencidas. 

Como o custo financeiro do dinheiro no Brasil é altíssimo, a falta de planejamento financeiro - leia-se a falta de um bom fluxo de caixa - é bem onerosa. Por vezes, esse custo financeiro é superior à rentabilidade operacional da empresa. 

Quando isso ocorre, é necessário um aporte de capital. Em decorrência, a franquia - que deveria prover sustento ao franqueado - passa a ser sustentada por ele. Se essa situação perdurar, certamente o negócio se tornará inviável financeiramente.

De forma muito simplificada, um fluxo de caixa contabiliza contas a pagar com contas a receber. O problema no varejo é prever exatamente quanto e quando o dinheiro entra - embora se saiba quando e quanto sairá de dinheiro. Para atenuar esse problema, é necessário conhecer a operação de forma a prever entradas financeiras e continuamente fazer ajustes nessas projeções, aproximando a previsão da realidade. Com o tempo, as previsões financeiras ficam bem acuradas.

Esse exercício permite a correta programação das datas de vencimentos das contas, sua distribuição no tempo e ainda possibilita uma excelente fundamentação financeira para negociação com fornecedores.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

GERAÇÃO T



Caros Leitores, essa é uma matéria reproduzida da Revista Franquia & Negócios - Edição 39 , do consultor Luciano Pires, que, me parece retrata muito bem o atual estágio do analfabetismo funcional do jovem brasileiro às voltas com o progresso das aplicações de tecnologia da informação no contexto das chamadas "redes sociais". Aproveitem:


Recentemente, presente a um desses eventos badalados que tratam de redes sociais, meu amigo Patrick ligou para descrever o público. Jovens, muito jovens, com seus IPads e IPhones, tuitando furiosamente enquanto assistiam às palestras de dezenas de especialistas. Ao final da palestra, invariavelmente o apresentador dizia:

- Alguma pergunta?

Silêncio. Ninguém. Nada. E assim foi, de palestra em palestra. Ninguém nunca perguntava nada. O Patrick então disse que aquela era a geração T. Tê de testemunha: 'Sou testemunha de tudo, mas não tenho opinião sobre nada.'

A geração T dedica-se a contar para os outros o que viu e repetir a opinião de terceiros, enquanto permanece incapaz de analisar, comparar, julgar e de emitir opiniões.

Mas a 'geração T' não é composta exclusivamente de gente que nasceu entre o ano x e o ano y... É claro que a quantidade de jovens é muito grande, mas ela generosamente engloba gente nascida desde 1950...

Em minha palestra 'Quem não se comunica, se estrumbica' falo de um estudo que mostra que nos 40 mil anos que se passaram desde o momento em que o homem desceu das árvores até inventar a internet, a humanidade produziu 12 bilhões de gigabytes de informação, algo como 54 trilhões de livros com 200 páginas cada. Agora veja esta: somente no ano de 2002 produzimos os mesmos 12 bilhões de gigas! Geramos num ano o mesmo que em 40 mil anos... Em 2007 foram mais de 100 bilhões de gigas! E em 2012 serão alguns trilhões! Produzimos informação numa velocidade cada vez maior enquanto inventamos traquitanas que facilitam o acesso essas informações. Mas de que adianta ter acesso às informações se não temos repertório para dar um sentido à realidade?

O resultado é a geração T, que sabe tudo que acontece, mas não tem ideia do por que acontece. Entrega-se à tecnologia de corpo e alma, como 'vending machines', aquelas máquinas automáticas de vender refrigerantes em lata, sabe? Distribuidores de conteúdo de terceiros, focados no processo de distribuição, mas sem qualquer compromisso com o conteúdo distribuído.

Nada a estranhar, afinal. Querer que as gerações que saem de nosso sistema educacional falido conheçam questões conceituais, paradoxos, tradições, estilos de comunicação, relações de causa e efeito, encadeamento lógico dos argumentos e significados para poder exercer o senso crítico é demais, não? É mais fácil e menos comprometedor simplesmente contar para os outros aquilo que ficamos sabendo.

A geração T não pratica curiosidade intelectual, só a curiosidade social. Tentei achar um nome para esse fenômeno e acabei concluindo que só pode ser um: fofoca.

A geração T é a geração dos fofoqueiros. E você é testemunha.