segunda-feira, 14 de setembro de 2015

ANÁLISE DE SENSIBILIDADE E O DIAGRAMA TORNADO







ANÁLISE DE SENSIBILIDADE E O DIAGRAMA TORNADO


Introdução




A análise de sensibilidade é o primeiro estágio da análise de risco.


Para analisar um novo investimento constrói-se um fluxo de caixa projetado.


Projetar é buscar “um futuro”, este incerto por definição.


Há premissas que tem 100% de chance de acontecer, ou um percentual muito alto.


Outras premissas são projetadas dentro de uma faixa de ocorrência.


Exemplo: a variável “preço de venda” unitário do novo produto está projetada na faixa entre $100 a $120. A variável “volume de vendas” mensal está estimada entre a faixa de 10.000 a 12.000 unidades.


A Análise de Sensibilidade tem como objetivo identificar as variáveis que mais influenciam os resultados (VPL/Valor Presente Líquido ou TIR/Taxa Interna de Retorno).


A metodologia para elaborar uma análise de sensibilidade consiste em:


Identificar as premissas cuja análise indique uma faixa de ocorrência (preço de venda e volume são as mais comuns).

Estimar a faixa de ocorrência.


Estimar o VPL, por exemplo, com base nos limites da faixa de referência. Exemplo: Se o preço de venda unitário estimado se situar entre a faixa de $100 a $120, qual o VPL estimado com o preço de venda unitário de $100 e qual o VPL estimado com o preço de venda unitário estimado de $120.

Ordenar os resultados obtidos, e assim evidenciar a "sensibilidade" dos resultados aos possíveis limites de cada variável. Para facilitar a identificação, estes resultados são apresentados em um gráfico de barras.


Este gráfico é conhecido como Diagrama de Tornado, pois em sua forma geral, lembra um Tornado (furacão) com a base do cone na parte superior.



Equação do Modelo



Lucro = (Volume de Vendas) x Preço - ((Volume de Vendas) x (Percetual de Custo Variável ) x Preço - Custos Fixos)
Valor Presente Líquido: VPL = Capital Inicial - å (Lucro / (1 + (Custo de Capital) ^ Períodos)



Explicando o quadro acima......


As variáveis escolhidas foram 4: Volume de Vendas, Preço de Venda, Custo Fixo e Custo Variável.


Foram feitas 8 simulações. Em cada uma delas, mexeu-se numa única variável e mantiveram-se as outras 3 constantes.


O volume de vendas provável é de 100 unidades, podendo variar entre 80 a 200.


O preço de venda provável é de $30, podendo variar entre $18 a $32.


O custo fixo provável é de $500, podendo variar entre $200 a $800.


O percentual provável sobre o preço de venda de custo variável é de 5%, podendo variar entre 2% a 15%


O ciclo de vida do investimento é de 5 anos, o investimento inicial é de $1.500, e o custo de capital é de 16% ao ano.


Veja o quadro a seguir mostra o fluxo de caixa de cada uma das 8 simulações realizadas.


Fluxo de Caixa e VPL´s por Variáveis






O quadro a seguir organiza os VPL´s calculados, evidenciado a diferença absoluta e relativa entre os VPL´s limites.


Matriz de Sensibilidade para o VPL




Dados para o Gráfico do Diagrama de Tornado com os valores Mínimos e Máximos


Vol.Vendas
80
200
Preço
18
32
C.Fixo
200
800
C. Variável
2%
15%





A partir do gráfico, a análise fica por conta da criatividade de cada analista. Boa Sorte.


quarta-feira, 5 de agosto de 2015

ANÁLISE DE INVESTIMENTO - 7 ETAPAS PRINCIPAIS






Análise de Investimento - 7 Etapas Principais
Introdução


Apresentamos neste texto 7 etapas básicas para quem pretende realizar uma boa análise de investimento e para cada uma delas, identificamos os cuidados e lembretes que consideramos os mais essenciais;

Muitos cuidados e lembretes apresentados não exigirão um conhecimento prévio sobre o assunto. Outros exigirão um conhecimento básico de análise de novas oportunidades de investimento, os quais poderão ser obtidos em inúmeras publicações anteriores, neste blog;

As orientações aqui descritas funcionarão como um guia para aqueles que respondem pela análise de novas oportunidades de investimento.

Vamos começar (re)lembrando que a missão da análise de um novo investimento é, na essência, estimar o quanto o novo investimento criará ou não de valor para o acionista e que Isto nada mais representa do que a análise da relação custo-benefício.

O custo é o investimento demandado pelo novo projeto e o seu benefício geralmente consiste em um aumento de lucros ou redução de custos.

Exemplo:

Investimento estimado em um novo projeto: $10.000

Aumento de lucros estimado ao longo de 10 anos (por exemplo): $25.000

Valor criado para o acionista pelo novo projeto: $15.000 ($25.000 - $10.000). É o quanto o novo investimento deixará os acionistas mais ricos.


Aprovaremos projetos que criem valor para o acionista e reprovaremos os projetos que destruam valor.

Vamos ás 7 etapas:




Etapa 1 - Definição da extensão do fluxo de caixa estimado

Consiste na definição do ciclo de vida do investimento, geralmente expresso em intervalos de período anuais. 

Se o ciclo de vida do investimento for estimado em 5 anos, por exemplo, é como se no final do quinto ano o projeto deixasse de existir. 

É dentro deste ciclo de vida estimado de 5 anos, por exemplo, que todo o capital investido deverá ser recuperado (3,5 anos por exemplo). 

É preferível utilizar um critério objetivo para definir o ciclo de vida de um novo investimento. Exemplo: para analisar uma concessão de estrada, será considerado o período da concessão definido pelo poder concedente. Para analisar a troca de um equipamento, será considerado o ciclo de vida econômico (não contábil) do novo equipamento. 

Todavia, muitos empresário definem o ciclo de vida de um novo investimento de maneira impositiva. Exemplo: a empresa somente realiza projetos que recuperem o investimento em, no máximo, 3 anos. Então, o fluxo de caixa de qualquer novo investimento é estimado para 3 anos, independente da sua natureza. 

Em algumas oportunidades, a estimativa do ciclo de vida de um novo investimento definida de maneira objetiva esbarra no limite máximo de tempo tolerado pelo acionistas para retorno do investimento. Exemplo: uma nova fábrica de biscoitos tem um ciclo de vida estimado em muitas décadas. Reinvestimentos permitirão que a fábrica possa operar por 30 ou 40 anos, quem sabe. Todavia, estima-se um fluxo de caixa para 8 anos, que representa o período estimado para o primeiro ciclo de investimentos em máquinas e equipamentos. O projeto será analisado como se a fábrica fosse operar apenas 8 anos, embora na prática ele deva operar por muito mais tempo. 

A elaboração de um fluxo de caixa com intervalos de período menores que o ano (mês, por exemplo), aprimora o resultado da TIR ou do VPL estimados. Exemplo: o fluxo de caixa para um novo investimento projetado em bases anuais mostra um VPL positivo de $1.000. Se o mesmo fluxo de caixa fosse elaborado em bases mensais, o VPL estimado seria maior do que $1.000, portanto um valor mais próximo da realidade. 

Existe um calendário associado a cada fluxo de caixa projetado (31-12-2005, 31-12-2006, 31-12-2007, etc.). Ao serem calculados a TIR e VPL, por exemplo, as entradas e saídas de caixa são tratadas como se acontecessem exatamente em cada data do fluxo de caixa. 


Etapa 2 - Estimativa dos investimentos


       Investimento é tudo aquilo que precisará ser gasto para colher o benefício        esperado


       

Tipos de investimento demandados: 


Fixos, pré-operacionais, capital de giro líquido e gastos operacionais comuns. 

Os investimentos fixos mais comuns são: terreno, edificações, instalações, máquinas, equipamentos, móveis, utensílios, ferramental, veículos, software e hardware. À exceção do terreno, todos os demais investimentos exigirão a estimativa da depreciação. 

Os investimentos pré-operacionais representam todos os demais gastos “não fixos” incorridos durante a fase de investimento e diretamente vinculados à execução do novo investimento. Gastos com pessoal, pesquisas, treinamentos, viagens, alimentação, locomoção, consultorias, elaboração de protótipos, produção-piloto, etc. São gastos que na contabilidade serão lançados como diferido, e posteriormente transferidos para resultado através do mecanismo da amortização. 

O capital de giro líquido representa a diferença entre os investimentos em Contas e Receber mais Estoques em geral, principais itens do ativo, menos Fornecedores, Impostos a Pagar e Outras Contas a Pagar do passivo vinculadas à operação do projeto. Um crescimento das vendas ao longo dos primeiros anos do projeto trará a reboque um incremento no investimento em capital de giro líquido. Em resumo: haverá um investimento em capital de giro maior no momento zero, e investimentos incrementais menores enquanto acontecer crescimento nas vendas. 


Existem alguns novos projetos que não demandam nenhum dos 3 tipos de investimentos citados. Exemplo: investimentos na promoção das vendas do Dia das Mães. Investe-se numa propaganda dirigida e mais intensa na expectativa de vender mais do que seria vendido caso somente a propaganda convencional fosse feita. Este gasto a mais em propaganda será tratado na contabilidade será tratado como uma despesa. Todavia, na análise da decisão de investir ou não num campanha promocional para o Dia da Mães, este gasto será tratado como investimento. Importante: se este gasto com propaganda for de $1.000, por exemplo, não esquecer de considerar a economia de IR/CSLL que ele gera, por ser dedutível imediatamente da base de cálculo destes impostos. 




Etapa 3 - Estimativa das entradas e saídas operacionais do projeto 




Estamos tratando dos benefícios esperados do novo investimento, geralmente associados a um aumento dos lucros ou a uma redução dos custos. 

Não esquecer que a depreciação tratada como custo visa aprimorar o cálculo do Imposto de Renda e da CSLL. Todavia, ela é somada ao lucro do projeto para determinação do fluxo de caixa. A depreciação não é um gasto desembolsável. O desembolso aconteceu no momento do investimento. O mesmo comentário vale para a amortização do investimento diferido. 

A depreciação não precisa ser estimada se a empresa pagar IR/CSLL com base no Lucro Presumido ou no Simples. Nestes casos, o lucro tributável será estimado com base num percentual sobre as vendas, independentemente da parcela existente de depreciação. 

Se o benefício do projeto for uma redução de custos, não esquecer de considerar o IR/CSLL que se pagará a mais. Exemplo: se, de um lado, um novo investimento economizar $100.000 por ano de energia e pessoal, significa que o lucro aumentará em $100.000 por ano e que a empresa deverá pagar entre 24% a 34% de IR/CSLL sobre este lucro incremental. 

Recomenda-se que as projeções sejam feitas em moeda constante (não embutir estimativa de inflação). Portanto, se um preço de venda ou elemento de custo varia 2% para mais, assume-se que este 2% representa um crescimento real. 

Chamamos de Fluxo de Caixa do Projeto o fluxo de caixa estimado dos benefícios do projeto analisado. Este fluxo de caixa não deve contemplar qualquer serviço da dívida contratada para financiar o novo investimento. Por serviço da dívida entenda-se pagamentos dos juros e do principal. 


Etapa 4 - Valor residual 

O Valor Residual é um valor considerado na data de encerramento do fluxo de caixa projetado. 

Um exemplo de valor residual é dado pelo valor de mercado para liquidação dos bens do ativo fixo. Assume-se que no encerramento do projeto todos ativos fixos serão liquidados. O valor de mercado deverá ser deduzido do valor contábil líquido da depreciação. Se houver estimativa de lucro nesta operação, deverá ser considerado o pagamento de IR/CSS. Se houver uma estimativa de prejuízo, deverá ser considerada a economia fiscal quês este prejuízo gera. 

Outro componente do valor residual será a liberação do capital de giro líquido existente na data de encerramento do projeto. Não existe impacto fiscal na liberação do capital de giro. 

Se o ciclo de vida do investimento for curto ou mediano, o valor residual será importante. Se o ciclo de vida estimado for longo, o valor residual será irrelevante. 

Como estamos recomendando a estimativa de um fluxo de caixa finito na análise de um novo investimento, descartamos a estimativa de valor residual dada por uma perpetuidade. 


Etapa 5 - Definição do custo do capital 


Se um novo projeto demanda $100.000 de investimento, obviamente também demanda $100.000 de capital. 

Estes $100.000 de capital serão financiados por recursos de bancos e assemelhados (debêntures, etc.) e capital do acionista (dinheiro novo que os acionistas aportarão na empresa, ou dinheiro que já está no caixa da empresa e que ela deixará de pagar dividendos aos acionistas para colocar este dinheiro no novo projeto). 

Para calcular o custo deste capital de $100.000, deverá ser levado em consideração: 

  • A participação do capital de bancos e do capital do acionista no capital de $100.000. Exemplo: vamos assumir um capital de bancos de $50.000 e um capital do acionista de outros $50.000. 
  • O custo do capital de bancos (juros) líquido da economia fiscal que ele gera. Exemplo: vamos assumir um custo do capital de bancos já líquido do benefício fiscal de 10% ao ano. 
  • O custo do capital do acionista. Exemplo: vamos assumir um custo do capital do acionista de 20% ao ano. 
  • O cálculo do custo do capital é dado pela média aritmética ponderada como segue: 
Custo do capital = ($50.000/$100.000)x0,10 + ($50.
000/$100.000)x0,20 = 0,15 (ou 15% ao ano). 



Em muitas empresas, principalmente nas de grande porte, o custo de capital já e fornecido pela Tesouraria. Exemplo: a Tesouraria define um estrutura de capital padrão e também custos de capital de bancos e acionistas padrão. É feita uma média ponderada conforme já demonstramos. Este custo de capital de 15% ao ano, por exemplo, é definido como referência para análise de todos os projetos. Em resumo: é um custo de capital que será perseguido em todos os investimentos em novos projetos. Pode ser que um projeto seja executado diferentemente dos custo de capital ideal. Todavia, o custo de capital de 15% é uma meta a ser perseguida. 



Etapa 6 - Aplicação dos métodos de avaliação do investimento e "Parecer"
Os principais métodos para avaliação de um novo investimento são: TIR (Taxa Interna de Retorno), MTIR (Taxa Interna de Retorno Modificada), VPL (Valor Presente Líquido) e Payback. 


A TIR é sempre apresentada em termos percentuais. Mostra o retorno sobre o investimento (ou retorno sobre o capital empregado). O projeto deve ser aprovado sempre que a TIR for maior que o custo do capital empregado. Exemplo: o projeto é aprovado porque a TIR de 25% ao ano é superior ao custo do capital de 15% ao ano. A limitação da TIR reside no pressuposto de que os fluxos de caixa intermediários são reaplicados à própria taxa da TIR. A taxa da TIR necessariamente não está alinhada com as taxa de mercado. 

A MTIR corrige a limitação da TIR. A MTIR permite que um fluxo de caixa intermediário negativo seja considerado como contratado pelo custo de capital do projeto, o que é mais razoável. Também permite que os fluxos de caixa intermediários positivos sejam reinvestidos pelo taxa de aplicação do dinheiro no mercado ou pelo custo de capital, o que significa devolver estes recursos para os financiadores do projeto. Também serão aprovados projetos com MTIR superior ao custo do capital. 

Se a linguagem da TIR é o percentual, a linguagem do VPL é valor, ou mais precisamente, dinheiro. O VPL mostra a diferença entre todo o fluxo de caixa de entradas de dinheiro do projeto, menos todo o fluxo de caixa de saídas do projeto. Esta conta é feita com todos os valores do projeto sendo trazidos a valor presente, que é a primeira data do fluxo. A taxa para trazer todo o fluxo de caixa a valor presente é o custo de capital do projeto. Serão aprovados os projetos com VPL positivo, que indicam que as entradas de dinheiro superam as saídas. Serão rejeitados os projetos com VPL negativos, que indicam que as entradas de dinheiro são inferiores às saídas. O VPL presume que os fluxos de caixa intermediários são contratados ou reinvestidos ao custo do capital. 

A linguagem do Payback é o numero de períodos, geralmente anos, necessários para recuperar o investimento (ou capital empregado). Para determinar o Payback, todo o fluxo de caixa deverá estar calculado a valor presente, como se fossemos calcular o VPL. Aprovaremos todos os projetos em que o Payback for inferior ao ciclo de vida do novo investimento (período de estimativa do fluxo de caixa). O inverso também é verdadeiro. 

Importante: Todos os indicadores apontarão sempre na mesma direção. Quando a TIR for superior ao custo do capital, o VPL também será positivo e o Payback será inferior ao ciclo de vida do investimento. O inverso também é verdadeiro. 

Recomendamos que sempre sejam calculados estes 4 indicadores. Tem usuários que preferem a TIR, outros o VPL e outros o Payback. Desta maneira, todos os gostos serão atendidos. 

Para cálculo da TIR (não MTIR) e do VPL poderão ser elaborados fluxos de caixa combinado intervalor mensais, trimestrais e anuais. Para tanto, podemos utilizar os recursos do Excel denominados e XTIR e XVPL. Se os intervalos de período forem uniformes, utilizaremos os recursos chamados de TIR e VPL. A MTIR também poderá ser calculado diretamente no Excel, todavia os intervalos de período deverão ser iguais. O cálculo do Payback deverá ser construído na planilha. Não existe função específica no Excel. 


Etapa 7 – Acompanhamento do Investimento 


Devemos acompanhar o fluxo de caixa do projeto aprovado, desde a sua fazer de investimento até, pelos menos, os primeiros anos de benefício do novo investimento. Estamos querendo dizer o seguinte: comparar o orçado com o realizado. 

A importância do cumprimento desta etapa é diretamente proporcional ao tamanho do investimento realizado. Este acompanhamento, também chamado de pós-auditoria, tem 3 finalidades: 

  1. Apurar o grandes desvios, para mais ou para menos. 
  2. Analisar estes desvios e analisar seus motivos. Este esforço ajudará a melhorar a estimativa do fluxo de caixa dos novos investimentos. Nesta etapa, procuraremos distinguir as razões que formam provocadas por uma falha de planejamento que poderia ter sido evitada, das razões provocadas pela influência das variáveis que ficaram fora do controle da empresa. 
  3. Encontrar uma maneira, se possível, de corrigir os rumos projeto notadamente na apuração dos desvios desfavoráveis (investindo mais do que se esperava e ganhando menos do que se imaginava).




domingo, 26 de julho de 2015

PLANILHA PARA MUDAR O IDIOMA DO BALANÇO PATRIMONIAL










PLANILHA PARA MUDAR O IDIOMA DO BALANÇO PATRIMONIAL



 *Esta planilha pronta para uso está disponível para download no e-mail: albertolima3@gmail.com

Introdução



Como estruturar a mudança automática do idioma do Balanço Patrimonial sem comprometer o tamanho do seu demonstrativo e evitar erros e constantes ajustes no layout e na forma de apresentação?
Suponha que você tenha que estruturar uma planilha de Balanço Patrimonial e tenha que trocar constantemente o idioma dependendo da pessoal que precisa ler e analisar esse demonstrativo;
Digamos que essa troca tenha que ser feita de uma forma automática entre o idioma Português e o Inglês;
Se você desenvolver uma nova planilha espelho em uma mesma planilha, mas com idiomas diferentes ela poderá duplicar o tamanho do seu arquivo e a probabilidade de ocorrer erros nas fórmulas, formatações e forma de apresentações serão constantes. Isso poderá duplicar o seu trabalho no uso do Excel.
Vejamos como tudo isso pode ser solucionado, a partir da planilha abaixo:
                                                                                                                    


















A partir dos dados da planilha aprenderemos hoje o que fazer para:

  • Trocar o idioma do Balanço Patrimonial e outros demonstrativos entre o Português e Inglês de forma automática;
  • Criar uma “Planilha Espelho”;
  • Incluir e excluir linha no Balanço Patrimonial sem que comprometa a estrutura original desse demonstrativo;
  • Destacar em vermelho os percentuais negativos da análise vertical de cálculo de proporcionalidade entre cada conta do Balanço Patrimonial e o Total do Ativo e Passivo, respectivamente; 
  • E principalmente, como estruturar a mudança automática do idioma do Balanço Patrimonial sem comprometer o tamanho do seu demonstrativo e evitar erros e constantes ajustes no layout e na forma de apresentação;

Instruções e Orientações para a montagem da Planilha

  • Estruture uma nova planilha ao lado do seu Balanço Patrimonial onde você deve ter os nomes das contas nas linguagem desejadas; 
  • Certifique-se de que todas as contas em Português tem a sua conta correspondente em Inglês e que todas estão alinhadas;  
  • Importante: o alinhamento (mesma linha para cada conta) é essencial para a inclusão ou exclusão de linhas (contas) sem comprometer a estrutura necessária da sua planilha;  
  • Estruture em E7 (por exemplo) um Formulário de Caixa de Combinação, onde deverá se referenciar a área específica para a escolha da linguagem, onde colocamos em I5 para Português e I6 para Inglês;  
  • Em uma das células em que você queira trocar o idioma de forma automática no Balanço Patrimonial, como, por exemplo em A14 estruture um fórmula usando a função SE para automatizar a troca do idioma: =SE(Solução!$E$7=1;Solução!H14;Solução!J14) 
  • Agora copie para as demais células em que você deseja que seja trocado o idioma; 
  • Atenção: Cuidado com as referências absolutas e relativas, pois a Planilha Espelho não tem a mesma estrutura de colunas que a o Balanço Patrimonial (número de colunas) que deverá ser apresentada;  
  • Importante: Se você quiser você poderá Proteger a Planilha para que ninguém veja esse seu truque através dessa fórmula, podendo colocar em outra pasta de trabalho e utilizar a Proteção de Pasta de Trabalho; 
  • Para finalizar e melhorar a visualização de percentuais negativos destacados em vermelho, utilize a opção de Formatação Condicional para valores menores do que zero, conforme demonstrado abaixo, pois a formatação padrão de percentual não disponibiliza a opção de apresentar valores negativos em vermelho.
  • Em alguns casos é necessário que você tenha que apresentar os seus demonstrativos financeiros, como o Balanço Patrimonial, em mais de uma língua, porém podendo manter ou não a mesma moeda. Isso facilita a elaboração e apresentação da sua planilha e reduz o tamanho da mesma.
Boa Sorte

domingo, 12 de julho de 2015

PLANILHA PARA PROJETAR VENDAS USANDO REGRESSÃO LINEAR





PLANILHA PARA PROJETAR VENDAS USANDO REGRESSÃO LINEAR

(Esta planilha pronta está disponível para download através do e-mail albertolima3@gmail.com)


Introdução


Muitas vezes buscamos uma forma mais técnica para projetar a receita de vendas através de modelos estatísticos mais adequados.

Se a empresa entende que exista uma alta correlação entre o aumento de receita das vendas com os gastos com propaganda e também o incentivo através de comissão de vendas, estaremos então diante de uma Regressão Linear Múltipla, pois a Receita de Vendas é influenciada por mais de uma variável "controlada" .

Nesse caso é possível utilizar tanto a função PROJ.LIN (que pode dar informações estatísticas mais detalhadas) ou mesmo a função TENDÊNCIA (que é utilizada quanto já tenho certeza do auto grau de correlação entre as variáveis).

Vejamos então como projetar a receita de vendas para esse mês, tendo como correlação duas variáveis que, a princípio, influenciam no resultado de receita de vendas, que, através da estimativas são determinadas pelosgastos com propaganda e também pela comissão de vendas.


Projeção Utilizando Funções Estatísticas(Projeção com 2 Variáveis)

Utilizando as Funções PROJ.LIN e TENDENCIA 

































Informações





A tabela acima demonstra a evolução das receitas de uma empresa ao longo dos últimos 20 meses;

A evolução anual das receitas apresenta uma relação razoável com a evolução dos Gastos com Propaganda e Comissão de Vendas simultaneamente;

Isso pode caracterizar uma alta relação entre as variáveis dependentes (Vendas (Y)) e as variáveis independentes (Gastos com Propaganda (M1) e Comissão de Vendas (M2)) que devemos confirmar através da correlação do r2, que pode ser calculado através da expansão da função matricial do PROJ.LIN e também da função TENDÊNCIA do Excel para determinar esse grau de correlação.

Nesse caso temos um problema que envolve a regressão linear múltipla, pois vendas estão relacionadas com duas variáveis, que nesse caso são Gastos com Propaganda e Comissão de Vendas. Se fosse relacionada a mais apenas uma variável, essa seria considerada como regressão linear simples.

Não aconselhamos que a variável dependente (X1) seja incluída na tabela como percentual, pois nesse caso o valor da fórmula retornará como incorreta. Aconselhamos que transforme em número absoluto, conforme demonstrado na coluna D da tabela.

Nesse caso é possível utilizar tanto a função PROJ.LIN (que pode dar informações estatísticas mais detalhadas) ou mesmo a função TENDÊNCIA (que é utilizada quando já tenho certeza do auto grau de correlação). Importante: Quanto maior for a série histórica, melhor será a qualidade da reta de projetada.



O que temos que fazer? 


Se a empresa precisa projetar a receita de vendas de uma forma estatística mais técnica;

Se a empresa entende que exista uma alta correlação entre o aumento das vendas, os gastos com propaganda e o incentivo através de comissão de vendas;


Qual o objetivo?                         

  • Como projetar a receita de vendas para esse mês, tendo como correlação duas variáveis que, a princípio, influenciam no resultado do aumento de receita de vendas, que, segundo estimativas, deveremos determinar os gastos com propaganda nem $95 mil e  comissão de vendas em 2,5%?

ORIENTAÇÕES PARA A MONTAGEM E UTILIZAÇÃO DA PLANILHA



  1. Nessa planilha especial você pode calcular o valor de projeção de receita de vendas de duas formas:
    1. Utilizando a equação da reta (com o uso da função PROJ.LIN); ou
    2. Utilizando a função TENDÊNCIA.
  2. Calcule o r2 (Grau de Confiança da Reta), M1, M2 e a constante B, através da expansão matricial da função PROJ.LIN do Excel, utilizando os seguintes passos:
    1. Determine o coeficiente angular (M) através da função PROJ.LIN. O resultado da fórmula será, nesse caso, M2.
    2. Mantenha o cursor posicionado no resultado do PROJ.LIN (M2).
    3. Expanda o cursor de uma para três colunas e de uma para quatro linhas, utilizando o seu próprio mouse ou segurando a tecla Shift do teclado e expandido o cursor com as teclas de setas do seu teclado;
    4. Solte tudo simultaneamente;
    5. Aperte e em seguida solte a tecla F2 no canto superior esquerdo do seu teclado para editar a função PROJ.LIN;
    6. Aperte simultaneamente as teclas na seguinte seqüência: Crtl, Shift e Enter;
    7. Para finalizar, solte tudo simultaneamente;
    8. Você terá como resultado uma pequena tabela como apresentado acima na célula J10.
  3. Com a expansão da função PROJ.LIN de forma matricial é possível obter e analisar diversos dados, principalmente para estruturar a sua equação da reta para projeção linear múltipla;
  4. Verifique o posicionamento das informações mais relevantes para a estruturação da sua fórmula para calcular a projeção de receita de vendas com o uso do PROJ.LIN;
  5. Você deve ter atenção dobrada para estruturar a sua nova equação da reta, onde serão necessárias as seguintes informações:
    1. Y = (M1.X1)+(M2.X2)+B
    2. Importante: Verifique corretamente o posicionamento de cada variável para estruturar a sua fórmula!
  6. Com a estruturação da fórmula e referência as respectivas células você terá como resultado o valor projetado de venda com o uso da função PROJ.LIN e um grau de confiança de correlação dos dados históricos de 62,35%.
  7. Agora, para efeito de comparação, calcule o valor de projeção de vendas utilizando a função TENDÊNCIA.
  8. Conclusão: considerando a correlação dos dados históricos de Gastos com Propaganda, % de Comissão de Vendas e a Receita de Vendas, para um Gasto com Propaganda de $95 mil reais e a determinação do novo % de comissão de vendas estipulado em 2,5%, teremos um valor de receia de venda de R$1.000,44 mil, com uma probabilidade de acerto de 62,35%, conforme determinado pelo r2.




Boa Sorte

sexta-feira, 3 de julho de 2015

PLANILHA PARA PROJEÇÃO E AJUSTE DAS VENDAS










PLANILHA PARA PROJEÇÃO E AJUSTE DA RECEITA DE VENDAS


A Planilha pronta para download poderá ser solicitada pelo e-mail
albertolima3@gmail.com


Introdução

Hoje vamos aprender como montar uma planilha de projeção das receitas de vendas mais automática, evidenciando eventuais ajustes nos preços e respectivos volumes e variações cambiais projetadas.

Elaborar a projeção de receitas de venda envolve a atenção de diversos detalhes como a necessidade ajustes e atualização de dados no futuro quando não são estruturados de forma automática.

Quando os ajustes de uma planilha são feitos manualmente, a probabilidade de erros e “esquecimentos” é muito maior, o que aumenta na mesma proporção a probabilidade de erros no resultado final e consequentemente na análise e, o que é pior, na tomada de decisão.

Na elaboração de uma planilha muitos tentam “encurtar” o trabalho fazendo ajustes direto na fórmula de uma ou mais células, o que provoca um processo demorado na busca de eventuais diferenças para localizar o “porquê” os valores não apresentam um resultado final desejado, principalmente quando mais de uma pessoa mexe na mesma planilha com objetivos diferentes.

Vejamos como isso pode ser feito de forma prática!

O que fazer?

  • Se datas projetadas não são automáticas e há sempre a necessidade de ajustes;
  • Se não são evidenciados os eventuais ajustes no tempo do Preço de Venda e Volume por produto assim como a Variação Cambial para os produtos exportados?;
  • Se eu quiser deixar automática a periodicidade das projeções, dependendo de interesses internos na empresa e necessidade de detalhamento, podendo mudar a periodicidade em diversas formas como anual, mensal, trimestral, etc.

Considere a Planilha abaixo e siga as orientações para sua montagem:




Montagem da planilha

§  Em B6 (Data da elaboração das projeções) você pode utilizar a função HOJE para automatizar a data.
§  Já em B7 (Data base) aconselhemos o uso da função FIMMÊS para apresentar a data final do mês, aninhada com a função HOJE, completando o campo meses em “-1” para considerar o mês exatamente anterior ao mês em análise para que seja instituído como base.
§  Em F7 você deverá exibir uma “Barra de Formulários” seguindo a seqüência de Exibir/Barra de Ferramentas/Formulários.
§  Nesse caso sugerimos a escolha do formulário “Controle Giratório” colocando os limites de Valor mínimo de 1, Valor máximo de 12, Alteração Incremental de 1, e Vínculo da Célula em $E$7 para apresentar o valor.
Pronto! Agora será possível vocês estipular de forma automática a periodicidade da sua projeção, podendo ser mensal, trimestral, anual ou outra forma mais adequado às suas necessidades.

§  Em B10 você deverá referencial com a célula B7 para manter a mesma base de partida.
§  Já à partir de C10 você deverá incluir a fórmula FIMMÊS em cada célula para considerar sempre a data final do mês, estipulando a célula anterior como Data_inicial e a célula E7 como meses.  O mesmo deverá ser feito para as células seqüenciais.
§  Acima da linha do Preço de Venda, você deverá incluir uma linha para apresentar as prováveis Variações do Preço de Venda em suas projeções que dever apresentar uma formatação %.
No primeiro preço projetado, você deverá considerar o preço anterior e multiplicar pela a variação do período, ou seja: Preço de Venda Anterior * (1+Variação do Preço de Venda no Período). Isso ajustará o preço ou manterá o mesmo se a variação for zero.
§  O mesmo procedimento deverá ser incluído para Volume do Produto A, Câmbio (Mercado Externo), Preço de Venda do Produto B e Volume do Produto B, que deverão ser ajustados pelas suas respectivas variações (cada item deverá ter a sua própria variação);

Conclusões

  • Dessa forma as variações serão muito mais automáticas as principais variáveis de uma Receita de Venda estarão evidenciadas e poderão ser ajustadas facilmente dependendo do interesse e expectativa futuras.
  • O mesmo se diz quanto a necessidade de ajustes rápidos quanto a periodicidade das projeções quanto a ser mensal, trimestral, anual, etc.

Boa Sorte