domingo, 12 de julho de 2015

PLANILHA PARA PROJETAR VENDAS USANDO REGRESSÃO LINEAR





PLANILHA PARA PROJETAR VENDAS USANDO REGRESSÃO LINEAR

(Esta planilha pronta está disponível para download através do e-mail albertolima3@gmail.com)


Introdução


Muitas vezes buscamos uma forma mais técnica para projetar a receita de vendas através de modelos estatísticos mais adequados.

Se a empresa entende que exista uma alta correlação entre o aumento de receita das vendas com os gastos com propaganda e também o incentivo através de comissão de vendas, estaremos então diante de uma Regressão Linear Múltipla, pois a Receita de Vendas é influenciada por mais de uma variável "controlada" .

Nesse caso é possível utilizar tanto a função PROJ.LIN (que pode dar informações estatísticas mais detalhadas) ou mesmo a função TENDÊNCIA (que é utilizada quanto já tenho certeza do auto grau de correlação entre as variáveis).

Vejamos então como projetar a receita de vendas para esse mês, tendo como correlação duas variáveis que, a princípio, influenciam no resultado de receita de vendas, que, através da estimativas são determinadas pelosgastos com propaganda e também pela comissão de vendas.


Projeção Utilizando Funções Estatísticas(Projeção com 2 Variáveis)

Utilizando as Funções PROJ.LIN e TENDENCIA 

































Informações





A tabela acima demonstra a evolução das receitas de uma empresa ao longo dos últimos 20 meses;

A evolução anual das receitas apresenta uma relação razoável com a evolução dos Gastos com Propaganda e Comissão de Vendas simultaneamente;

Isso pode caracterizar uma alta relação entre as variáveis dependentes (Vendas (Y)) e as variáveis independentes (Gastos com Propaganda (M1) e Comissão de Vendas (M2)) que devemos confirmar através da correlação do r2, que pode ser calculado através da expansão da função matricial do PROJ.LIN e também da função TENDÊNCIA do Excel para determinar esse grau de correlação.

Nesse caso temos um problema que envolve a regressão linear múltipla, pois vendas estão relacionadas com duas variáveis, que nesse caso são Gastos com Propaganda e Comissão de Vendas. Se fosse relacionada a mais apenas uma variável, essa seria considerada como regressão linear simples.

Não aconselhamos que a variável dependente (X1) seja incluída na tabela como percentual, pois nesse caso o valor da fórmula retornará como incorreta. Aconselhamos que transforme em número absoluto, conforme demonstrado na coluna D da tabela.

Nesse caso é possível utilizar tanto a função PROJ.LIN (que pode dar informações estatísticas mais detalhadas) ou mesmo a função TENDÊNCIA (que é utilizada quando já tenho certeza do auto grau de correlação). Importante: Quanto maior for a série histórica, melhor será a qualidade da reta de projetada.



O que temos que fazer? 


Se a empresa precisa projetar a receita de vendas de uma forma estatística mais técnica;

Se a empresa entende que exista uma alta correlação entre o aumento das vendas, os gastos com propaganda e o incentivo através de comissão de vendas;


Qual o objetivo?                         

  • Como projetar a receita de vendas para esse mês, tendo como correlação duas variáveis que, a princípio, influenciam no resultado do aumento de receita de vendas, que, segundo estimativas, deveremos determinar os gastos com propaganda nem $95 mil e  comissão de vendas em 2,5%?

ORIENTAÇÕES PARA A MONTAGEM E UTILIZAÇÃO DA PLANILHA



  1. Nessa planilha especial você pode calcular o valor de projeção de receita de vendas de duas formas:
    1. Utilizando a equação da reta (com o uso da função PROJ.LIN); ou
    2. Utilizando a função TENDÊNCIA.
  2. Calcule o r2 (Grau de Confiança da Reta), M1, M2 e a constante B, através da expansão matricial da função PROJ.LIN do Excel, utilizando os seguintes passos:
    1. Determine o coeficiente angular (M) através da função PROJ.LIN. O resultado da fórmula será, nesse caso, M2.
    2. Mantenha o cursor posicionado no resultado do PROJ.LIN (M2).
    3. Expanda o cursor de uma para três colunas e de uma para quatro linhas, utilizando o seu próprio mouse ou segurando a tecla Shift do teclado e expandido o cursor com as teclas de setas do seu teclado;
    4. Solte tudo simultaneamente;
    5. Aperte e em seguida solte a tecla F2 no canto superior esquerdo do seu teclado para editar a função PROJ.LIN;
    6. Aperte simultaneamente as teclas na seguinte seqüência: Crtl, Shift e Enter;
    7. Para finalizar, solte tudo simultaneamente;
    8. Você terá como resultado uma pequena tabela como apresentado acima na célula J10.
  3. Com a expansão da função PROJ.LIN de forma matricial é possível obter e analisar diversos dados, principalmente para estruturar a sua equação da reta para projeção linear múltipla;
  4. Verifique o posicionamento das informações mais relevantes para a estruturação da sua fórmula para calcular a projeção de receita de vendas com o uso do PROJ.LIN;
  5. Você deve ter atenção dobrada para estruturar a sua nova equação da reta, onde serão necessárias as seguintes informações:
    1. Y = (M1.X1)+(M2.X2)+B
    2. Importante: Verifique corretamente o posicionamento de cada variável para estruturar a sua fórmula!
  6. Com a estruturação da fórmula e referência as respectivas células você terá como resultado o valor projetado de venda com o uso da função PROJ.LIN e um grau de confiança de correlação dos dados históricos de 62,35%.
  7. Agora, para efeito de comparação, calcule o valor de projeção de vendas utilizando a função TENDÊNCIA.
  8. Conclusão: considerando a correlação dos dados históricos de Gastos com Propaganda, % de Comissão de Vendas e a Receita de Vendas, para um Gasto com Propaganda de $95 mil reais e a determinação do novo % de comissão de vendas estipulado em 2,5%, teremos um valor de receia de venda de R$1.000,44 mil, com uma probabilidade de acerto de 62,35%, conforme determinado pelo r2.




Boa Sorte

sexta-feira, 3 de julho de 2015

PLANILHA PARA PROJEÇÃO E AJUSTE DAS VENDAS










PLANILHA PARA PROJEÇÃO E AJUSTE DA RECEITA DE VENDAS


A Planilha pronta para download poderá ser solicitada pelo e-mail
albertolima3@gmail.com


Introdução

Hoje vamos aprender como montar uma planilha de projeção das receitas de vendas mais automática, evidenciando eventuais ajustes nos preços e respectivos volumes e variações cambiais projetadas.

Elaborar a projeção de receitas de venda envolve a atenção de diversos detalhes como a necessidade ajustes e atualização de dados no futuro quando não são estruturados de forma automática.

Quando os ajustes de uma planilha são feitos manualmente, a probabilidade de erros e “esquecimentos” é muito maior, o que aumenta na mesma proporção a probabilidade de erros no resultado final e consequentemente na análise e, o que é pior, na tomada de decisão.

Na elaboração de uma planilha muitos tentam “encurtar” o trabalho fazendo ajustes direto na fórmula de uma ou mais células, o que provoca um processo demorado na busca de eventuais diferenças para localizar o “porquê” os valores não apresentam um resultado final desejado, principalmente quando mais de uma pessoa mexe na mesma planilha com objetivos diferentes.

Vejamos como isso pode ser feito de forma prática!

O que fazer?

  • Se datas projetadas não são automáticas e há sempre a necessidade de ajustes;
  • Se não são evidenciados os eventuais ajustes no tempo do Preço de Venda e Volume por produto assim como a Variação Cambial para os produtos exportados?;
  • Se eu quiser deixar automática a periodicidade das projeções, dependendo de interesses internos na empresa e necessidade de detalhamento, podendo mudar a periodicidade em diversas formas como anual, mensal, trimestral, etc.

Considere a Planilha abaixo e siga as orientações para sua montagem:




Montagem da planilha

§  Em B6 (Data da elaboração das projeções) você pode utilizar a função HOJE para automatizar a data.
§  Já em B7 (Data base) aconselhemos o uso da função FIMMÊS para apresentar a data final do mês, aninhada com a função HOJE, completando o campo meses em “-1 para considerar o mês exatamente anterior ao mês em análise para que seja instituído como base.
§  Em F7 você deverá exibir uma “Barra de Formulários” seguindo a seqüência de Exibir/Barra de Ferramentas/Formulários.
§  Nesse caso sugerimos a escolha do formulário “Controle Giratório” colocando os limites de Valor mínimo de 1, Valor máximo de 12, Alteração Incremental de 1, e Vínculo da Célula em $E$7 para apresentar o valor.
Pronto! Agora será possível vocês estipular de forma automática a periodicidade da sua projeção, podendo ser mensal, trimestral, anual ou outra forma mais adequado às suas necessidades.

§  Em B10 você deverá referencial com a célula B7 para manter a mesma base de partida.
§  Já à partir de C10 você deverá incluir a fórmula FIMMÊS em cada célula para considerar sempre a data final do mês, estipulando a célula anterior como Data_inicial e a célula E7 como meses.  O mesmo deverá ser feito para as células seqüenciais.
§  Acima da linha do Preço de Venda, você deverá incluir uma linha para apresentar as prováveis Variações do Preço de Venda em suas projeções que dever apresentar uma formatação %.
No primeiro preço projetado, você deverá considerar o preço anterior e multiplicar pela a variação do período, ou seja: Preço de Venda Anterior * (1+Variação do Preço de Venda no Período). Isso ajustará o preço ou manterá o mesmo se a variação for zero.
§  O mesmo procedimento deverá ser incluído para Volume do Produto A, Câmbio (Mercado Externo), Preço de Venda do Produto B e Volume do Produto B, que deverão ser ajustados pelas suas respectivas variações (cada item deverá ter a sua própria variação);

Conclusões

  • Dessa forma as variações serão muito mais automáticas as principais variáveis de uma Receita de Venda estarão evidenciadas e poderão ser ajustadas facilmente dependendo do interesse e expectativa futuras.
  • O mesmo se diz quanto a necessidade de ajustes rápidos quanto a periodicidade das projeções quanto a ser mensal, trimestral, anual, etc.

Boa Sorte

segunda-feira, 22 de junho de 2015

COMO FAZER UMA ANÁLISE ECONÔMICA







COMO FAZER UMA ANÁLISE ECONÔMICA -
CONCEITOS BÁSICOS


Introdução


Nesse trabalho vamos apresentar os conceitos básicos que orientam a elaboração de uma boa análise econômica, utilizando uma didática simples porém eficiente, baseada no método de perguntas e respostas.

Assim, quando entramos em contato com o tema "Análise Econômica", normalmente são esses os questionamentos mais usuais por quem se inicia nesse ramo de conhecimento:


P: O que é um Balanço Patrimonial (BP).
R: É a posição dos investimentos (Ativo) e capitais empregados (Passivo) em uma determinada data. O BP é estático.

Exemplo: Dados de um BP em 31-12-2006.




P: Qual a principal segmentação do Ativo? 
R: São duas: 

  1. Ativo Operacional (AO): Todos os investimentos de que a empresa necessita para vender seus produtos ou serviços. Exemplos: Caixa, Clientes, Estoques, Edificações, Máquinas, Veículos, etc. 
  2. Ativo Não Operacional (ANO): Todos os investimentos de que a empresa não necessita para vender seus produtos ou serviços. Exemplos: Empréstimos Concedidos a Controladas e Coligadas, Participação no Capital de Outras Empresas, Imóveis Ociosos ou Alugados a Terceiros, etc. 
P: Qual a principal segmentação do Passivo? 
R: O Passivo representa os capitais empregados. Os capitais podem vir de duas fontes: 

  • Capitais de dentro da operação: são os capitais que a própria operação oferece. Exemplos: Fornecedores, Impostos a Pagar, Salários e Encargos a Pagar, etc. Pode ser chamado de Passivo Operacional Passivo Espontâneo ou Passivo de Funcionamento. 
  • Capitais de fora da operação: São os capitais obtidos junto a bancos e acionistas. O capital obtido junto aos bancos será denominado de Capitais de Terceiros. O capital obtido junto a acionistas será denominado de Capital de Acionistas. 

Exemplo (continuação do anterior): Dados de um BP em 31-12-2006.







P: Estes capitais de fora da operação têm custo? 
R: Sim. O custo do capital de terceiros (CCT) se chama Despesas Financeiras ou Juros. O custo do capital de acionistas se chama Custo do Capital Próprio ou de Acionistas (CCA). 

P: O que é o custo do capital dos acionistas (CCA)? 
R: É o retorno mínimo que os acionistas esperam. O retorno dos acionistas acontece de duas formas: Dividendos e Valorização das Ações.

P: Por que o Ativo “bate” com o Passivo? 
R: Se em 31-12-2006 temos $100.000 de investimentos (Ativo), obviamente temos que ter $100.000 de capitais empregados (Passivo). 


P: O que é a Demonstração do Resultado de um Exercício (DRE)? 
R: É um resumo dos principais eventos que afetaram o Patrimônio Líquido para mais (Receitas) e para menos (Custos e Despesas). Em resumo: a DRE mostra como se formou o lucro de um determinado período. 




Se o PL no início de um período era de $100.000, após o LL de $19.800 passará para $119.800. 


P: O que é uma análise econômica? 
R: É a análise que se baseia no lucro da empresa. Objetiva, portanto, qualificar o lucro da empresa dentro de um determinado período. 


P: O que é o lucro? 
R: É o resultado do esforço na gestão dos Investimentos (ativos). Portanto, a origem do lucro está nos investimentos, e não nas receitas. Em resumo: quando estamos analisando o lucro, de fato, o que estamos fazendo é analisar a qualidade dos investimentos. 


P: Quais os tipos de lucro que uma empresa apresenta? 
R: Os três tipos de lucro são: 

1. Lucro Operacional (LO). 
2. Lucro Líquido (LL). 
3. Lucro Econômico (LE).





P: O que é Lucro Operacional (LO)?

R: É o lucro proveniente da gestão dos Ativos Operacionais, sem levar em consideração a maneira como estes ativos foram financiados. Ou seja, o Lucro Operacional é a diferença entre as Receitas da operação menos todos os Custos e Despesas da operação. Portanto, o Lucro Operacional considera somente os gastos com a operação e, por conseguinte, não considera os custos do capital, nem de terceiros nem de acionistas.


P: O que é Lucro Líquido (LL)?

R: É o Lucro Operacional menos o Custo do Capital de Terceiros (Despesas Financeiras ou Juros). É o lucro que pertence aos acionistas. Este lucro não é completo, pois não considera o custo do capital de acionistas (CCA).


P: O que é Lucro Econômico (LE)?

R: É o Lucro Líquido menos o custo de capital de acionistas. Em resumo: é a diferença entre as receitas menos todos os custos e despesas da operação menos os custos do capital de terceiros e de acionistas. É o lucro completo. O Lucro (ou Prejuízo) Econômico pertence aos acionistas. Se positivo, indica criação de valor para o acionista. Se negativo, indica destruição de valor para o acionista.


P: O que é EVA?

R: É o Economic Value Added, terminologia criada e registrada pela consultoria americana Stern & Stuart. Tem o mesmo significado de Lucro Econômico.


Boa Sorte

segunda-feira, 1 de junho de 2015

PLANILHA PARA GESTÃO ESTRATÉGICA DA ESTRUTURA TRIBUTÁRIA







Introdução



* Planilha de gestão estratégica tributária pronta para uso está disponível, bastando ser solicitada através do e-mail: albertolima3@gmail.com

Como simular e fazer a gestão estratégica tributária de uma empresa para verificar os perigos da inadimplência e analisar a melhor forma de tributação federal?
Essa planilha apresenta uma forma de gestão estratégica da estrutura tributária de uma empresa hipotética, considerando quatro pontos básicos:
  • Mix dos produtos;
  • Destino das vendas;
  • Possibilidade de redução tributária e crédito tributário;
  • Forma de tributação (Real, Presumido ou Simples)
  • Nível de inadimplência.
A decisão da escolha do tipo de tributação federal entre o Lucro Presumido, Lucro Real e o Simples passou a ser estratégico e são recomendáveis simulações constantes para se analisar a melhor forma de tributação para que não se caia na tentação da inadimplência e correr riscos maiores e desnecessários.
Vamos ver que funções e ferramentas do Excel podem nos ajudar nessa decisão.

Planilha inicial com as premissas para as simulações e tomada de decisão:



Orientações para a montagem da planilha que permitirá realizar as simulações e definir a solução estratégica mais adequada ao perfil tributário da empresa:

Montagem da planilha

  • Com base nos dados das premissas obtidas junto a planilha do nosso problema dever dividir o analisar o faturamento sobre as três óticas do faturamento: Lucro Presumido, Lucro Real e Simples. Para ficar mais fácil comparar os valores vamos criar uma coluna para cada tipo de tributação;
  • Para ficar mais claro vamos separar o faturamento em 01 (oferecido à tributação) e 02 (não oferecido à tributação);
  • Na seqüência devemos deduzir os impostos sobre venda,  conforme já calculado na planilha de premissas;
  • Para facilitar a nossa simulação, vamos considerar que os custos sejam em média 65% do valor do faturamento, enquanto que as despesas representam  cerca de 20%, para que possamos chegar  ao Lucro a Tributar;
  • Na linha 45 vamos calcular o IRPJ para cada tipo de tributação, sendo:
    • Para o Lucro Presumido: =-Faturamento 01*8%*15%;
    • Para Lucro Real:  Utilize a função SE da seguinte forma: =SE(Lucro a Tributar<0;0;-Lucro a Tributar * 10%);
    • Para o Simples não temos esse cálculo.
  • Na linha 46 vamos calcular o Adicional do IR, sendo:
    • Para o Lucro Presumido: Vamos utilizar a função SE novamente da seguinte forma:
      • =SE(((Faturamento 01*15%)-240000)<0;0;-((Faturamento 01*15%)-240000)*10%)
    • Para Lucro Real:  Utilize a função SE da seguinte forma:
      • =SE((Lucro a Tributar-240000)<0;0;-((Lucro a Tributar-240000)*10%))
    • Para o Simples não temos esse cálculo.
  • Na linha 47 vamos calcular a CSLL, sendo:
    • Para o Lucro Presumido: =-(Faturamento 01*12%)*9%
    • Para Lucro Real: =SE(Lucro a Tributar < 0;0;-Lucro a Tributar*9%)
    • Para o Simples não temos esse cálculo.
  • Na linha 48 vamos calcular o PIS, sendo:
    • Para o Lucro Presumido: =-(Faturamento 01*0,65%)+(Valor Total de Compras*0,65%)
    • Para Lucro Real: =-(Faturamento 01*1.65%)+(Valor Total de Compras*1.65%)
    • Para o Simples não temos esse cálculo.
  • Na linha 49 vamos calcular o COFINS, sendo:
    • Para o Lucro Presumido: =-(Faturamento 01*3%)+(Valor Total de Compras*3%)
    • Para Lucro Real: =-(Faturamento 01-Valor Total de Compras)*7,6%
    • Para o Simples não temos esse cálculo.
  • Na linha 50 vamos calcular o SIMPLES, sendo:
    • Não existe esse cálculo para o Lucro Presumido;
    • Não existe esse cálculo para o Lucro Real;
    • Para o Simples vamos utilizar a função PROCV para buscar a alíquota na tabela do SIMPLES da outra planilha, concatenada com a função SE, da seguinte forma:
      • =-SE(Faturamento 01>5.000.000;
        • 15,3%;
        • PROCV(Faturamento 01; Tabela SIMPLES!B8:D30;3;1))
        • *Faturamento 01
  • Na seqüência calculamos na linha 51 o Lucro/(Prejuízo) Líquido I, antes da simulação da atuação fiscal;
  • Na linha 52 calculamos a Margem Liquida I analisada até o momento;
  • Na linha 53 vamos considerar uma simulação de uma Despesa Não Operacional, ocasionada por uma eventual atuação fiscal devido a % de inadimplência. Nesse caso estruturamos uma tabela à parte para calcular detalhadamente todos os impostos sobre o Faturamento 02 que não havia sido tributado, inclusive o ICMS;
  • Lembramos nesse momento que, no caso de atuação fiscal, teremos uma multa de cerca de 150% sobre o imposto devido, porém sem nenhum benefício fiscal sobre a parte devida;
  • Além disso, existe a possibilidade de ser financiado em até 60 meses, mas com uma taxa de juros mensal de 1,8% a.m., onde consideramos o pagamento dos 12 primeiros meses em nosso cálculo anual para apurar o Lucro/(Prejuízo) Líquido II e a Margem Líquida II.
  • Para ter uma melhor visão da escolha do tipo do regime de tributação mais adequado, simulamos através da ferramenta TABELA diversos níveis de faturamento e cruzamos com os eventuais percentuais de inadimplência para verificar o provável  “estrago” financeiro que possa provocar.
  • Na seqüência apresentamos em uma última tabela a comparação dos três tipos de tributação para que o Excel apresente a melhor opção, destacada pela ferramenta de FORMATAÇÃO CONDICIONAL.

Conclusão


   Por comodidade ou desconhecimento, muitas empresas preferem se manter no sistema SIMPLES de tributação, por considerar “mais fácil”. Nem sempre o contador alerta contra os perigos no aumento da tributação e para “sobreviver” preferem partir para níveis indesejados de inadimplência, ao invés de fazer uma gestão estratégica tributária adequada e analisar outras formas de tributação em decorrência do crescimento dos seus negócios.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

PLANILHA PARA ANÁLISE DE SENSIBILIDADE DE INVESTIMENTO


PLANILHA PARA ANÁLISE DE SENSIBILIDADE DE INVESTIMENTO


Introdução


*Esta Planilha está disponível para download, bastando enviar solicitação através do e-mail albertolima3@gmail.com


Ao avaliar um investimento, é importante saber qual é a sua sensibilidade a variações de dados que não conhecemos ou que não podemos estimar adequadamente. No estudo de um projeto de investimento, mesmo pequenas variações dos dados previstos podem provocar grandes mudanças no VPL.

Esta planilha especial apresenta um projeto onde uma empresa tem bastante segurança na estimativa das variáveis percentual da Geração de caixa sobre a receita total, Investimento inicial e Custo do capital. Todavia, a empresa não tem segurança na estimativa de duas variáveis:Preço de venda unitário e Volume.

Consequentemente, haverá a necessidade de se projetar três cenários:
  1. Cenário Pessimista
  2. Cenário Provável
  3. Cenário Otimista

A empresa que saber o VPL de cada um dos três cenários. Todavia, gostaria que a planilha Excel atendesse algumas condições:

  • Que uma única planilha Excel mostraria rapidamente os três cenários.
  • Que a mudança de uma premissa de qualquer variável possa ser feita com bastante rapidez.
  • Que a planilha Excel gere rapidamente um quadro resumo com os três cenários escolhidos.

Para a perfeita compreensão do assunto, dos seus propósitos e de sua utilização, definimos a metodologia utilizada em 3 estágios:
  • Caracterização do Problema
  • Solução Desenvolvida
  • Prática Para Utilização
Caracterização do Problema

Na tabela acima, uma empresa está analisando um novo investimento. Foi estimado o fluxo de caixa do projeto para 3 anos em planilha Excel. A tabela possui os seguintes campos:
  • Datas
    • Ano 0
    • Ano 1
    • Ano 2
    • Ano 3
  • Dados
    • Preço de venda unitário (para os 3 anos)
    • Volume
    • Geração de caixa sobre a receita total
    • Investimento inicial:
    • Custo do capital ao ano:
    • Projeção do fluxo de caixa
    • VPL

 Problema

O problema está simplificado. Todavia, é suficiente para mostrar com clareza como utilizar o recurso do Excel chamado  de Cenários na análise de sensibilidade de um novo investimento.
  • A linha 13 é a  mais importante: “Projeção de fluxo de caixa
  • Na linha 11, a data 0 (zero) apresenta um investimento inicial de R$ 1.000,00.
  • Na data 1, 2 e 3 da linha 6 o valor é representado pela seguinte fórmula:
    • =Preço de venda unitário × Volume × Geração de caixa sobre a receita total
Solução Desenvolvida

A empresa tem bastante segurança na estimativa das variáveis percentual da Geração de caixa sobre a receita total, Investimento inicial e Custo do capital.
Todavia, a empresa elaborou três cenários para as variáveis Preço de venda unitário e Volume.   
  • Cenário Pessimista: Preço de venda unitário de R$ 8,00 com Volume projetado de 110 unidades.
  • Cenário Provável: Preço de venda unitário de R$ 10,00 com Volume projetado de 100 unidades.
  • Cenário Otimista: Preço de venda unitário de R$ 12,00 com Volume projetado de 90 unidades.                                                                                                                                  
As variáveis Geração de caixa sobre a receita, Investimento inicial e Custo do capital permanecerão constantes nos três cenários.
A empresa que saber o VPL de cada um dos três cenários. Todavia, gostaria que a planilha Excel atendesse algumas condições:
  • Que uma única planilha Excel mostraria rapidamente os três cenários.
  • Que a mudança de uma premissa de qualquer variável possa ser feita com bastante rapidez.
  • Que a planilha Excel gere rapidamente um quadro resumo com os três cenários escolhidos.         

Recomendação: deixe no seu campo visual as linhas 9 à 17 .
Importante: observe que as células abaixo em vermelho serão as variáveis do cenário.



Para criar os cenários citados, faça o seguinte;
  • Acesse o menu Ferramentas;
  • Clique em Cenários.
Nesta janela analise os três cenários criados selecionando cada um deles e clicando no botão Mostrar, observe as células variáveis e o VPL.


Prática Para Utilização

Recomendação: deixe no seu campo visual as linhas 9 à 17 e, paralelamente, faça o treinamento tendo ao seu lado o texto impresso desta planilha.
Importante: observe que as células abaixo em vermelho serão as variáveis do cenário.




Para criar os cenários citados, faça o seguinte;
  • Acesse o menu Ferramentas;
  • Clique em Cenários.
Vai aparecer a figura (caixa de diálogo) abaixo chamada de Gerenciador de cenários, veja:
  • Repare que nenhum cenário foi definido, para isso clique no botão Adicionar;
O primeiro cenário que desejamos definir é o Pessimista. Para isso preencha os campo como o problema pede:
  • Nome do cenário: “Pessimista
  • Células variáveis: “D11:D12

Observação: você poderia escolher, se quisesse, mais de duas células para variar.                                  
  • O próximo passo é clicar o botão OK
Veja que aparece automaticamente o número 10 para o Preço (D11) e 100 para o Volume. Isto acontece porque são estes os números que estão na tela no momento.                                                 
Todavia, não são os números correspondentes ao cenário Pessimista. Os números do cenário Pessimista são:
  • Preço(D11): “8
  • Volume (D12): “110
  • Clique em OK para prosseguir,

A janela Gerenciador de cenários agora aparece mostrando que já foi incluído o cenário Pessimista. Além disso, as células D11 e D12 já estão selecionadas no campo Células variáveis.
Agora, vamos recomeçar o processo clicando o botão Adicionar, para criarmos o cenário Provável, veja na figura abaixo:

  • Após inserir o nome Provável clique em OK;
No campo Preço (D11) aparece o número 10 e no campo Volume (D12) aparece o número 100. Este números aparecem automaticamente pois são aqueles que estão preenchidos no momento nas células D11 e D12. Por coincidência, são os números verdadeiros do cenário Provável. Vamos clicar no botão OK ,


A figura Gerenciador de cenários agora aparece mostrando que já foram incluídos os cenários Pessimista e Provável. Além disso, as células D11 e D12 já estão selecionadas no campo Células variáveis.
Agora, vamos recomeçar o processo clicando o botão Adicionar, para criar o último cenário, o Otimista
  • Após inserir o Nome do cenárioOtimista”, clique em OK;        

No campo Preço (D11) aparece o número 10 e no campo Volume (D12) aparece o número 100. Este números aparecem automaticamente pois são aqueles que estão preenchidos no momento nas células D11 e D12.
Todavia, não são os números correspondentes ao cenário Otimista. Os números do cenário Otimista são:
  • Preço (D11): “12
  • Volume (D12): “90
  • A janela Gerenciador de cenários agora aparece mostrando que já foram incluídos os cenários: Pessimista, Provável e Otimista. Antes de testar o recurso Cenários, vamos clicar o ícone Fechar.
Para testar o recurso Cenários, vamos colocar em nosso campo visual esta planilha Excel entre as linhas 09 e 17. Agora, vamos executar o menu Ferramentas/Cenários.
  • Quando a figura aparecer na tela, desloque-a para um canto da tela onde você possa enxergar o VPL na linha 17.                                                                                                  
Coloque o cursor no cenário o qual você deseja conhecer o VPL encontrado. Agora, clique no botão Mostrar que você observará os seguinte resultados:

Pessimista      R$ 205,54
Provável          R$ 369,94
Otimista          R$ 479,53
                                                                    
Boa Sorte