terça-feira, 19 de março de 2013

FUNÇÕES FINANCEIRAS - JURASACUM






JURASACUM





O que é?

A função JUROSACUM calcula a taxa de juros incorridos de um título que paga juros periódicos. Ou seja, esta função retorna o valor de taxa de juros acumulados para os títulos que possuem pagamento de juros em períodos determinados, que podem ser, mensais, trimestrais, semestrais ou anuais.

Sintaxe da função JUROSACUM

=JUROSACUM (dt_emis; prim_juros; liquid; taxa; val_nominal; freqüência; base)
Onde:
  • Dt_emis: é a data de emissão do título;
  • Prim_juros: data em que a primeira taxa de juro do título é paga;
  • Liquid: é a data de liquidação do título, e pode ser expressa como um número de série de data;
  • Taxa: é a taxa de juro anual do título;
  • Val_nominal: é o valor nominal do título. Caso este parâmetro não seja informado, o Excel assumirá o valor de US$ 1000 para este parâmetro;
  • Freqüência: número de pagamentos de juros por ano do título. No caso de pagamento anual, a freqüência será 1; para semestral, 2; trimestral, 4;
  • Base: é o tipo de base de contagem diária que pode assumir os valores de 0 a 4 - 0 ou omitida USA (NASD): 30/360; 1- Real/real; 2- Real/360; 3- Real/365; 4 -Europeu 30/360.

Exemplo

Suponha que iremos calcular as taxas de juros de um título do Tesouro que paga juros a cada semestre, onde os termos são os seguintes:
Para esta tarefa, faça o seguinte:
  • Posicione o mouse sobre a célula C9;
  • Digite a fórmula =JUROSACUM() na célula e clique sobre o botão fx, como indicado na figura abaixo:
  • A janela Argumentos da função será carregada.
  • Nesta janela você deverá informar os seguintes dados: Emissão: C3; Prim_juros: C5; Liquidação: C4; Taxa:C6; Valor nominal: C7; Freqüência: 2 (correspondente ao período semestral) e Base: 3 (Real/365).
  • Para finalizar o cálculo da função JUROSACUM, clique em OK.
Como resultado, a função retornará o valor de 18,04 como taxa de juros acumulada periódica.
Importante: Para que essa função seja reconhecida pelo Excel, é necessário saber disponibilizar novas funções de planilha. Para isso, acesse ao menu Ferramentas, clique sobre Suplementos e ative a opção Ferramentas de Análise. Clique em OK para confirmar.

Pratique!




segunda-feira, 18 de março de 2013

FUNCÕES FINANCEIRAS - IPGTO



IPGTO








O que é?

A função IPGTO retorna o valor referente ao pagamento de juros em um determinado período. Os pagamentos são periódicos e as taxas de juros constantes. Por meio desta função é possível conhecer qual é a parcela correspondente aos juros dentro do valor total de uma prestação.

Sintaxe da função

=IPGTO(taxa; período; num_per; vp; vf; tipo)
Onde,
taxa: é a taxa de juros por período.
período: é o período na qual se pretende conhecer os juros. O número aqui deve estar entre 1 e num_per.
num_per: é o número total de períodos de pagamento
vp: valor presente ou atual de uma série de pagamentos futuros.
vf: valor futuro, ou seja, o saldo que o usuário deseja obter após o último pagamento ser efetuado. Se este parâmetro for omitido, é considerado como 0 (zero).
tipo: Pode assumir dois valores 0 e 1. Caso seja indicado 0 (zero) a data de vencimento do pagamento será atribuída no final de cada período, caso indicado 1, para o início do período. Parâmetro opcional.
Vamos calcular os juros do primeiro mês de um empréstimo de 3 anos. O valor do empréstimo é de R$ 8.000,00 com taxa de juros de 10% ao ano.
  • Selecione a célula C10 (correspondente à célula para cálculo dos juros pagos).
  • Clique sobre Inserir função.
  • Localize a função IPGTO na lista disponível.
  • Clique em OK para confirmar.
Em Argumentos da função, vamos indicar os parâmetros requeridos.
  • Em Taxa, indique 0,83% (C4); para Per (C5), 1; NPER (C6), 36 ; VP (C7), 8000.

Exemplo

  • Clique em OK para confirmar.
O valor de juros pagos na primeira parcela será de R$ 66,67, veja abaixo:

Pratique!

sábado, 16 de março de 2013

FUNÇÕES FINANCEIRAS - AMORLINC




AMORLINC






O que é?

A função AMORLINC pertence ao grupo de funções financeiras e tem o objetivo de retornar a depreciação para cada período contábil. Esta função é fornecida para o sistema contábil francês.
Se um ativo for adquirido no meio do período contábil, a depreciação pro rata deverá ser considerada.

Sintaxe

=AMORLINC(custo; data_aquisição; primeiro_período; recuperação; período_tot; taxa_deprec; ano_base)
Onde:
  • custo é o custo do ativo;
  • data_aquisição é a data de compra do ativo aplicado;
  • primeiro_período é a data final do primeiro período;
  • recuperação é o valor de recuperação no final da vida útil do ativo;
  • período_tot é o período;
  • taxa_deprec é a taxa de depreciação;
  • ano_base é o ano-base a ser adotado.

Observações

1-) As datas devem ser inseridas com a função DATA ou como resultado de outras fórmulas ou funções. Por exemplo, use DATA(2007,6,1) para 1 de junho de 2007. Se as datas forem inseridas como texto surgirão problemas. O Excel armazena datas como números de série seqüenciais padrão para que eles possam ser usados em cálculos. Por padrão, 1° de janeiro de 1900 é o número de série 1 e 1° de janeiro de 2008 é o número de série 39448 porque está 39.448 dias após 1° de janeiro de 1900.
2-) Números padrão para o uso de ano_base:
  • Zero ou omitido - 360 dias (Método NASD);
  • 1 - Real;
  • 3 - 365 dias em um ano;
  • 4 - 360 dias em um ano (método da Europa).
No exemplo abaixo, desejamos calcular a depreciação de itens como Edifícios, Móveis e Utensílios e Automóveis. Vejamos como aplicar usando a função AMORLINC.

Exemplo

Aplicando a função:
=AMORLINC(B$4; B$5; B$6; B$7; B$10; B$8; B$9), temos o seguinte resultado:
Com base no exemplo mostrado acima, podemos notar a eficiência e a grande utilidade da função AMORLINC no dia-a-dia de profissionais da área de finanças. Se imaginarmos uma situação onde há a necessidade de trabalhar com, por exemplo, diversos períodos dentro de uma mesma planilha, veremos o papel importante que essa função desempenha em determinadas situações.

Pratique!



quinta-feira, 14 de março de 2013

FUNÇÕES FINANCEIRAS - MTIR






TAXA INTERNA DE RETORNO MODIFICADA - MTIR




O que é?


A TIR modificada (ou MTIR) é uma forma alterada da taxa interna de retorno e procura corrigir problemas relacionados à diferença de taxas reais de financiamento dos investimentos (despesas com valores negativos) e de aplicação de caixa excedente (receitas com valores positivos) existente no cálculo da TIR.
A principal finalidade da MTIR é estabelecer o retorno de um investimento que contemple a aplicação dos fluxos excedentes por uma taxa de aplicação e os déficits de fluxos por uma taxa de captação.

Sintaxe da função MTIR

=MTIR(valores; taxa_financiamento; taxa_reinvestimento)
  • Valores é um intervalo que contenha os fluxos de caixa do investimento. Estes números representam uma série de pagamentos (valores negativos) e recebimentos (valores positivos) que ocorrem em períodos regulares. Os valores devem conter pelo menos um valor positivo e um negativo para calcular a taxa interna de retorno modificada.
    Observação: Se não houver ao menos um valor negativo neste intervalo, MTIR devolverá o valor de erro#DIV/0!; este erro ocorre porque a fórmula da MTIR envolve um quociente cujo denominador está relacionado aos pagamentos;
  • Taxa_financiamento é a taxa de juros paga sobre o dinheiro usado nos fluxos de caixa;
  • Taxa_reinvestimento é a taxa de juros recebida nos fluxos de caixa ao reinvesti-los. Geralmente, esta taxa representa o custo de capital do projeto.
Observação: Se você tentar utilizar a função MTIR e ela não for encontrada, será necessário ativar o suplemento de ferramentas de análise, através do item suplementos do menu ferramentas. Para instalar este recurso, o CD do Microsoft Office pode ser necessário.

Exemplo

No exemplo a seguir, calcularemos a MTIR de um projeto onde, além do investimento inicial, há um gasto complementar ao final do primeiro período. Observe a planilha:
Neste exemplo, a taxa de captação (financiamento) é de 15% ao período, e a de aplicação (reinvestimento), 10% ao período. Não podemos utilizar a TIR neste caso porque a taxa de reinvestimento ao longo do ciclo de vida do projeto não é a mesma da taxa de financiamento. Siga os passos abaixo para calcular a MTIR:
  • Abra o assistente de função;
  • Selecione a categoria financeira;
  • Selecione a função MTIR;
  • Aplique os argumentos da função e dê OK quando terminar. Observe a janela do assistente com os dados preenchidos:
Veja a fórmula da MTIR na célula G16:
Observe o resultado da função:

Pratique!



terça-feira, 12 de março de 2013

FUNÇÕES FINANCEIRAS - DEPRECIAÇÃO




DEPRECIAÇÃO - DPD







O que é?

A função DPD calcula a depreciação de um ativo, dado seu valor de compra, resíduo e vida útil. Depreciação é um conceito utilizado em finanças associado à perda de valor de um bem ao longo do seu ciclo de vida: ele é utilizado principalmente em balanços patrimoniais para evitar que os valores declarados de bens duráveis, como por exemplo ativos fixos, fiquem além dos seus valores reais, levando em consideração seu desgaste ou obsolescência.


DPD calcula a depreciação linear do ativo em questão. Se você estiver montando um balanço, será necessário consultar as Normas Brasileiras de Contabilidade quanto a períodos, prazos e modelos de depreciação, e valores residuais regulados para cada tipo de ativo.

Como aplicar a função

Use a seguinte fórmula:
=DPD(custo; valor_residual; vida_útil)
  • Custo é o valor de compra do ativo;
  • Valor_residual é o valor do ativo no fim da sua vida útil (geralmente zero, e em outros casos seu valor de venda, deduzidos os custos);
  • Vida_útil é o número de períodos sobre o qual o ativo sofrerá depreciação; em vários casos, é o número de períodos de uso do ativo.

Exemplo

No exemplo a seguir, temos uma pequena tabela de bens e desejamos calcular a depreciação de cada um. Observe a planilha:
A coluna C contém o custo dos itens; a coluna D contém seus valores residuais, e E, a vida útil em meses. Para calcular a depreciação, use a seguinte fórmula:
Veja o resultado aplicado a todos os bens:

Pratique!